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Tema de redação

MODELO ENEM - EXPLORAÇÃO COMERCIAL INFANTIL

A exploração comercial da imagem infantil e seu papel na adultização nas redes sociais brasileiras.

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Tema de redação: MODELO ENEM - EXPLORAÇÃO COMERCIAL INFANTIL
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EXPLORAÇÃO COMERCIAL DA IMAGEM INFANTIL

MODELO ENEM - ID: PCB


Texto I

A adultização é um fenômeno em ascensão, que acontece quando crianças são incentivadas, intencionalmente ou não, a adotarem  preocupações, responsabilidades e até mesmo comportamentos adultos. Esse processo pode ser sutil, manifestando-se na forma como elas se vestem, nos brinquedos, no que consomem, sem contar quando assumem atividades completamente incompatíveis com a infância, qual seja a de influenciadores digitais. Sem dúvida, por detrás da glamourização, há uma exploração comercial, que empurra a criança à fase adulta. Os reflexos – negativos, a todo ver – serão colhidos muito antes do que as famílias imaginam. Muitas vezes, os apelos da mídia e da indústria da moda impulsionam essa tendência, criando uma imagem de que ser "adulto" é sinônimo de ser atraente ou bem-sucedido. As redes sociais também desempenham um papel significativo, pois as crianças observam e, em grande medida, imitam os comportamentos dos influenciadores que, apesar de jovens, exibem uma vida adulta bem-sucedida. Os riscos e as consequências da adultização são diversos, entre os quais a ansiedade, a depressão e a baixa autoestima. Isso ocorre porque elas podem sentir-se pressionadas a atenderem a expectativas que estão além de suas capacidades emocionais e cognitivas. A pressão para se comportar de maneira adulta pode privá-las da oportunidade de viverem uma infância plena, o que é essencial para um desenvolvimento saudável. (...) (...) Seleção e vigilância à programação e aos sites a que crianças têm acesso são o primeiro passo para evitar-se a adultização.

Gislaine Buosi, advogada e educadora.

Imagem de apoio do tema: MODELO ENEM - EXPLORAÇÃO COMERCIAL INFANTIL


Texto III

Vivemos uma era em que a infância passou a ser explorada como ativo de mercado nas mídias sociais. Imagens, rotinas e até emoções infantis são transformadas em conteúdo, alimentando algoritmos de empresas que lucram com a exposição precoce. Esse fenômeno, muitas vezes disfarçado de entretenimento ou oportunidade de negócios, mascara um cenário preocupante: a mercantilização da vida de crianças e adolescentes, que são privadas de sua intimidade, inocência e segurança. Casos recentes expostos por criadores de conteúdo e repercutidos pela mídia mostram que essa prática não é exceção, mas parte de um ciclo cada vez mais naturalizado e perigosamente aceito pela sociedade. A infância está sendo vendida e vidas são traumatizadas em troca de likes, enquanto corpos infantis são sexualizados nas redes sociais.

Até quando as plataformas digitais vão permitir que usuários, sejam eles pais, tutores ou menores emancipados, utilizem seus espaços para a produção e divulgação de conteúdos que exploram comercialmente a imagem e a vida dessas crianças? Esse cenário expõe uma grave falha ética e social: a mercantilização da infância em nome do entretenimento e do lucro, que transforma o que deveria ser protegido em produto descartável. Dados recentes confirmam essa urgência: em 2025, a Justiça do Trabalho de São Paulo proibiu que Instagram e Facebook permitam que crianças atuem como influenciadoras sem autorização judicial, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia (Veja); o Congresso aprovou o PL 2628/2022, criando um marco regulatório para proteção digital da infância (Access Partnership); e novos projetos (PL 4062/2025 e PL 4065/2025) buscam criminalizar a adultização e impor deveres claros às plataformas. Esses dados revelam que a sociedade já reconhece a gravidade da exploração digital de crianças e pressiona plataformas e famílias a assumirem responsabilidade imediata para que infâncias não continuem sendo roubadas diante do público.

FERES, Neemias. Disponível em: https://blogfca.pucminas.br/ccm/quando-a-infancia-e-transformada-em-produto-a-denuncia-ao-espetaculo-cruel-das-redes-sociais/. Acesso em 8 set.2026.


PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: “A exploração comercial da imagem infantil e seu papel na adultização nas redes sociais brasileiras”. Apresente proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de maneira coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.