A INTERTEXTUALIDADE é o
diálogo entre textos, quer seja de maneira explícita ou implícita. Em tese,
ocorre a intertextualidade sempre que uma obra fizer referência à outra. Para
reconhecer a intertextualidade, é preciso, primeiramente, conhecer o texto/o
contexto a partir do qual ela é construída.
A PARÓDIA é uma forma de
intertextualidade. É possível parodiar texto verbal e não verbal (arte
plástica – quadros, fotos), poema, música etc., muitas vezes, com a finalidade
de criticá-los, provocá-los ou ironizá-los. Nesse sentido, a paródia
costuma ser engraçadíssima! Mas é preciso ter cuidado: tanto a criticidade
quanto o humor não podem ser grosseiros, nem discriminatórios.
COMANDO: A partir da obra de arte abaixo, Abaporu,
da artista plástica brasileira Tarsila do Amaral, desenvolva uma PARÓDIA
VISUAL.
AMARAL,
Tarsila do. Abaporu. 1928. Óleo sobre tela, 85,3 × 73 cm. Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires
(MALBA), Buenos Aires.
Disponível
em: Disponível
em: https://blog.grafittiartes.com.br/livesite/public/arte-modernista-de-tarsila-do-amaral.
Acesso em 30 set.2026.
Abaporu, óleo sobre tela pintado por Tarsila do
Amaral em 1928, tornou-se uma das imagens mais conhecidas do Modernismo
brasileiro. A figura humana, representada com pés enormes e cabeça pequena,
provoca estranhamento e convida a olhar o corpo e a realidade por uma
perspectiva diferente. A obra, presente ao então marido Oswald de Andrade, inspirou-o
na criação do Manifesto Antropófago, também publicado em 1928, marco do
movimento antropofágico.
Abaporu é uma palavra de origem tupi, formada
pela junção de:
aba = homem,
pessoa;
poru = aquele
que come / comedor.
Assim,
Abaporu pode ser traduzido como “homem que come” ou “homem comedor”.