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TEXTO DESCRITIVO - ID: PB7
SOLITUDE
Descrever
é desenhar com palavras!
Você
já sabe, mas não custa lembrar...
Descrever é pormenorizar pessoas, ambientes, cenas,
paisagens, sentimentos etc. Bons autores têm a habilidade de equilibrar, num
único texto, aspectos objetivos e subjetivos, estáticos e dinâmicos, para o que
mobiliza não apenas os cinco sentidos, como também outras percepções que fogem
do universo material.
ü A descrição objetiva privilegia aspectos visuais, físicos, aparentes.
Ex.: A casa destelhada, aos fundos da igrejinha...
ü A descrição subjetiva, privilegia aspectos psicológicos,
emocionais. Ex.: O rosto daquele homem tão rude, agora, trazia uma delicada saudade...
ü A descrição estática registra cenas em repouso. Ex.: Os
muros do colégio são altos.
ü A descrição dinâmica registra cenas em movimento. Ex.: A
sambista ajeita as sandálias, anda, rebola, cai e levanta.
Fuja
dos aspectos descritivos muito previsíveis: bonito,
feio, alto, baixo, alegre, triste... tudo isso é muito comum. O leitor vai
“ver” exatamente aquilo que o escritor quiser/permitir que ele veja, fraca ou
intensamente, a depender da sensibilidade e das técnicas descritivas empregadas
pelo escritor.
Confira abaixo exemplo de texto descritivo subjetivo, de
Gislaine Buosi:
[...] As
gavetas guardavam coisas insignificantes que, entretanto, significavam: o ovo
de cerzir meias, tantas vezes perdido por entre as roupas por passar; uma
rodinha do carro de bombeiros – achei, filho! – você chorou tanto por ela...; o
álbum de retratos – ah!, que linda a vovó vestida de ingênua; um vidro vazio,
escultura de marca conhecida de cosméticos. As cores pareciam mais vivas, naquela
gaveta por tanto tempo emperrada. [...]
CONTEXTUALIZAÇÃO E COMANDO: Imagine-se a pessoa acima: o que pensa, o que observa, o
que deseja? O que deixou para trás? Está, de fato, sozinha, ou...? Escreva um TEXTO DESCRITIVO sobre
o tema “solitude”.
Antes de começar a escrever, mergulhe na cena, observe os
detalhes. Explore também aspectos subjetivos. Para valorizar o texto, empregue,
se possível, figuras de linguagem.
Ex.: “ah!, que linda a vovó vestida de ingênua” – metáfora.
Atribua um título ao texto. Não economize sensibilidade!