As leis são suficientes para
capacitar escolas e educadores para o combate ao bullying? A sociedade está
realmente interessada nesse assunto ou o que existe são preocupações pontuais
quando o indivíduo é pessoalmente afetado? Só acredito num resultado positivo
de combate ao bullying quando toda a sociedade estiver realmente envolvida.
Principalmente toda a comunidade educativa, que envolve pais, alunos,
professores, diretores, funcionários. É preciso um empenho real e não apenas
verborragia. (...). As escolas precisam admitir que existe bullying dentro
delas. Passou o tempo em que se achava que escolas boas eram as que não tinham
bullying. Hoje o que se quer é que as escolas reconheçam o bullying e digam que
iniciativas e ações estão empreendendo para combatê-lo. E que saibam que essa é
uma luta de todos os dias!
Agressão violenta
física ou verbal com a intenção de intimidar é uma prática antiga, que traz
consequências graves às vítimas, dependendo da intensidade com que acontece. O
chamado bullying é um problema crônico e antigo, o que não justifica qualquer
tentativa de banaliza-lo. Ele traz sofrimento, isolamento e consequências
emocionais, que muitas vezes acompanham à pessoa oprimida a vida toda. Cerca de
23% dos brasileiros declaram ter sido vítima deste tipo de humilhação, pelo
menos uma vez na vida, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Na primeira semana
de aula, o Colégio Santa Cruz, em São Paulo, se deparou com a escalada do
cyberbullying, que é uma variação mais moderna de intimidação típica das redes
sociais. Alunos do 2° e 3° ano do ensino médio estavam envolvidos na
administração de um grupo de WhatsApp, com cerca de 200 integrantes, usado para
fazer apologia ao racismo, homofobia e misoginia contra calouros. Ao saber da
história, o colégio suspendeu 34 estudantes. “O bullying não é um problema
apenas do Santa Cruz, mas de toda as escolas. É preciso aproveitar a crise para
discutir mais a questão”, disse Maria Eduarda Sawaya, presidente da Associação
Brasileira das Escolas Particulares (Abepar), em entrevista a VEJA, que está
logo abaixo. Ela alerta quea escola
precisa dos pais para frear o processo de banalização da violência. [...]
FRANÇA, Valéria.
Disponível em:
https://abepar.com.br/revista-veja-entrevista-abepar-sobre-bullying/. Acesso em
27 ago. 2026. Trecho selecionado.
COMANDO:
O tema para seu texto dissertativo-argumentativo é “Bullying no ambiente
escolar: desafios para a prevenção e o enfrentamento”.
O texto dissertativo-argumentativo apresenta, explora e discute um tema.
Para escrevê-lo, é necessário:
üapresentar o tema e, preferencialmente, um recorte histórico ou
literário que se conecte com o tema;
üapresentar a tese (sua opinião/posicionamento sobre o tema);
üexplorar/discutir o tema, a partir de evidências, fatos, comparações,
justificativas, exemplos, comentários de voz de autoridade etc. e
üfinalizar o texto, retomando e reforçando o ponto de vista ou
apresentando soluções ao problema enfrentado.