A digitalização de diferentes
aspectos de nossas vidas também está refletida na forma como usamos serviços financeiros.
As transações financeiras, sejam elas consultas a saldos ou contração de
empréstimos, têm sido realizadas em sua maioria por meios digitais. Em 2024,
esta já era a realidade do uso de serviços no Brasil. Desde 2021, houve também
importante ampliação do acesso e do uso do crédito, com milhões de novos usuários
deste tipo de serviço financeiro entre os brasileiros adultos.
As transformações digitais geram
grandes oportunidades em termos de conveniência, concorrência e inclusão, e
colocam novos desafios no que se refere à proteção dos consumidores desses
serviços financeiros. A digitalização favorece o avanço do sistema financeiro
em direção a uma maior competitividade, interconectividade, transparência e
agilidade, mas também abre possibilidades para novas práticas ilícitas, como
fraudes eletrônicas e golpes, que se multiplicaram nos últimos anos em todo o
mundo. Da mesma forma, a ampliação do uso do crédito, caso as ofertas não sejam
compreendidas e gerenciadas de forma adequada, expõe cidadãos a situações de
vulnerabilidade ao superendividamento.
Esse cenário exige esforços
significativos em segurança digital pelos participantes do Sistema Financeiro Nacional
(SFN), assim como ações estruturantes nas áreas de educação digital e
financeira, e medidas robustas de regulação, supervisão e proteção ao
consumidor de serviços financeiros.
Disponível
em: https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/RCF/relatorio_de_cidadania_financeira_2025.pdf.
Acesso em 16 set.2026.
Texto II
A expansão dos serviços bancários
virtuais intensificou a vulnerabilidade econômica do consumidor brasileiro,
agravada pelo descompasso entre a digitalização do mercado e o letramento
financeiro da população. Se, por um lado, o ecossistema do Pix e do crédito
instantâneo democratizou o acesso ao sistema bancário, por outro, ampliou a
exposição a riscos e fraudes cibernéticas. Segundo levantamento do DataSenado,
24% da população brasileira com 16 anos ou mais (aproximadamente 40,8 milhões
de pessoas) relataram ter sido vítimas de golpes virtuais em um período de doze
meses. Esse cenário é impulsionado por mecanismos de engenharia social,
facilidade de contratação de empréstimos e o crescimento das apostas virtuais
(bets), fatores que aceleram o endividamento e a inadimplência. Diante disso, a
efetiva inclusão financeira na era digital requer políticas públicas integradas
de cibersegurança e educação financeira para resguardar a estabilidade
socioeconômica dos cidadãos.
Por
Gislaine Buosi, advogada e educadora. Com dados recolhidos da net, em 1/09/2026.
PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir
do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: “Perspectivas acerca da
vulnerabilidade financeira do cidadão brasileiro na Era digital”. Apresente proposta de intervenção, que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.