MODELO
ENEM – REDES SOCIAIS E SAÚDE MENTAL DOS JOVENS
ID:
NW3
Texto
I
As redes sociais
transformaram a forma como os jovens interagem com o mundo, tornando-se uma
ferramenta indispensável para comunicação, entretenimento e expressão pessoal.
No Brasil e globalmente, adolescentes e jovens adultos entre 13 e 24 anos
passam em média mais de duas horas diárias nessas plataformas, segundo dados
recentes do Relatório Mundial da Felicidade de 2026. Essa integração profunda
traz tanto oportunidades quanto desafios significativos, especialmente no que
diz respeito ao bem-estar mental, desenvolvimento social e formação de
identidade.
O tema
"jovens e redes sociais" ganha relevância à medida que estudos
apontam para impactos ambivalentes: por um lado, as redes fomentam conexões
globais e acesso a informações; por outro, contribuem para problemas como
ansiedade e baixa autoestima. De acordo com uma pesquisa consultada em 50
países, o uso excessivo está associado a uma queda no bem-estar, com efeitos
mais pronunciados em meninas. Plataformas como Instagram e TikTok, dominadas
por imagens e algoritmos que priorizam conteúdo viral, exacerbam questões como
a imagem corporal distorcida.
BARCELLOS, Stéfano.
Disponível em: https://sabertecnologias.com.br/conteudo/jovens-e-redes-sociais-impactos-e-tendencias#google_vignette/.
Acesso em 14 jun. 2026.
Texto II
Enquanto muitas meninas se deixam
influenciar por dicas de beleza, moda e padrões estéticos divulgados nas redes
sociais – que faz dos espelhos seus maiores algozes –, os meninos são
frequentemente impactados por conteúdos que reforçam a ideia de força física,
desafios e uma visão tradicional de masculinidade. Tudo isso cria um ambiente
digital em que se valoriza a competitividade, a agressividade e a resistência
emocional, muitas vezes desestimulando a vulnerabilidade e o diálogo saudável
sobre sentimentos. O problema é que esse tipo de influência pode levar os
meninos a internalizar padrões tóxicos, acreditando que demonstrar fragilidade
é sinal de fraqueza. Além disso, os desafios virais e conteúdos de risco
estimulam comportamentos perigosos, que podem comprometer tanto a saúde física
quanto a mental. Por outro lado, há também espaços positivos nas redes, onde se
discute novas formas de masculinidade, mais abertas e inclusivas, que
incentivam o respeito e a empatia. O grande desafio está em promover o senso
crítico para que os meninos consigam diferenciar conteúdos construtivos
daqueles que reforçam estereótipos nocivos. Assim, o impacto das redes sociais
sobre eles não precisa ser apenas negativo, mas pode se tornar uma oportunidade
de repensar e transformar a forma como a masculinidade é vivida na sociedade
contemporânea.