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Tema de redação

MODELO ENEM - IA E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

Inteligência Artificial: impactos e riscos na produção de conhecimento.

ENEMMédioCorreção humana disponível
Tema de redação: MODELO ENEM - IA E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
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IMPACTOS DA IA NO CONHECIMENTO – MODELO ENEM – ID: NMG


Texto I

A Inteligência Artificial é o campo da ciência da computação que desenvolve sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana. Isso inclui aprender com experiências, compreender linguagem natural, reconhecer padrões, tomar decisões e resolver problemas complexos. A ideia central da IA é criar máquinas que pensem, aprendam e reajam de forma semelhante às pessoas. Para isso, a tecnologia combina algoritmos avançados, grandes volumes de dados e alto poder computacional para simular o raciocínio humano. Embora o termo tenha ganhado popularidade recentemente, ele existe desde a década de 1950, quando o pesquisador Alan Turing levantou a famosa questão: “As máquinas podem pensar?”. Desde então, a IA evoluiu de simples cálculos lógicos para sistemas capazes de aprender e se aperfeiçoar de maneira autônoma, como o ChatGPT e Gemini, os assistentes virtuais e os robôs industriais inteligentes. [...] Na educação, a IA está revolucionando o ensino com plataformas adaptativas que ajustam o conteúdo conforme o ritmo de aprendizado de cada aluno. Também auxilia instituições a analisar o desempenho acadêmico e a desenvolver estratégias para reduzir a evasão escolar.

Disponível em: https://www.unilasalle.edu.br/rj/noticias/inteligencia-artificial-entenda-o-conceito-e-seus-principais-tipos. Acesso em: 6 mai.2026. [Fragmento]


Texto II

Estudantes que utilizam assistentes virtuais, geradores de resumo e simulados personalizados por inteligência artificial (IA) já são uma realidade. Uma pesquisa citada por especialistas indica que sete em cada dez alunos do ensino médio usam a ferramenta. Mas até que ponto essa tecnologia pode melhorar o desempenho e quais os cuidados necessários para um uso ético e eficiente?

Em entrevista ao g1, o professor Ademar Celedônio, especialista em ensino e inovações educacionais, traçou um panorama da IA até o atual patamar das "IAs generativas", que têm um "poder de transformação social muito intenso". Celedônio compara o surgimento das IAs generativas, a partir de 2022, a tecnologias transformadoras como o petróleo e a eletricidade. O ChatGPT, por exemplo, atingiu 100 milhões de usuários em apenas dois meses e atualmente conta com 700 milhões de usuários semanais, segundo o professor. Essas ferramentas, explica o especialista, são treinadas escaneando praticamente todo o conteúdo da internet e de livros. Por meio de comandos (prompts), elas combinam palavras e conceitos com uma velocidade incomparável à capacidade humana. No entanto, ele alerta para um risco inerente: a "alucinação" da IA, que na verdade é um "erro algoritmo" que pode levar a máquina a inventar informações.

Riscos éticos e vícios: Celedônio alerta para os perigos dos vieses nos algoritmos, que podem refletir preconceitos de seus criadores e produzir respostas enviesadas sobre temas sociais complexos. A quebra de direitos autorais no treinamento dessas IAs é outra grande questão em aberto. Outro risco sério é o vício e a perda de capacidade cognitiva. O professor cita estudos, inclusive do MIT, que mostram que alunos que usam o ChatGPT como primeira fonte de estudo não conseguem absorver o conteúdo posteriormente. "Isso já está acontecendo. Isso é uma coisa que a gente tem que alertar", diz. Ele compara o processo à automatização de tarefas, como trocar a marcha de um carro. "Naquela hora em que eu entrego a primeira escrita do meu texto para a máquina, eu, de certa forma, estou automatizando isso e eu começo a parar de pensar. Que é a história que é a grande palavra de apodrecer o cérebro." Em 2024, o Dicionário Oxford elegeu "brain rot" (cérebro podre, em inglês), como a palavra do ano. O termo se refere à deterioração mental causada pelo excesso de conteúdos superficiais e pouco desafiadores, como os de redes sociais.

Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2025/11/10/uso-de-ia-no-estudo-ferramenta-exige-cuidado-para-nao-apodrecer-o-cerebro-alerta-especialista.ghtml. Acesso em: 6 mai.2026.


Texto III

Como definir artefatos que não são humanos, nem completamente não humanos, dado que realizam algumas funções associadas à inteligência humana? [...] Autores da área de sociologia da ciência e tecnologia referem-se aos elementos inanimados que participam do processo de produção de sistemas tecnológicos como “atores não humanos”. Esse termo, entretanto, não caracteriza os “agentes inteligentes”. [...] Pesquisadores da área, como Stamos Kaschke, Helmers & Hoffmann (1997), chegam a defender a possibilidade de se considerar tais máquinas, ou artefatos tecnológicos, como sendo, assim como os homens, “cidadãos da rede”, ou “cidadãos do ciberespaço”.

Disponível em: FREITAS, Christiana. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/admin,+secv7n1_8.pdf. Acesso em: 6 mai.2026.


Texto IV

Enquanto entramos numa fase entusiasmada com os benefícios da IA, isso é impulsionado pelo acesso acessível a processamento e memória, paradigmas emergentes como redes neurais profundas e vastos dados disponíveis. No entanto, junto com o entusiasmo, surgem preocupações legítimas. As perspectivas sobre o impacto variam, incluindo o papel das plataformas digitais, a transformação do mercado de trabalho e a digitalização dos negócios. A ética na IA se tornou uma necessidade incontornável, e não apenas um debate intelectual, que aborda a autonomia compartilhada, a privacidade, a segurança cibernética e os impactos socioeconômicos. Diante desses desafios, a colaboração entre campos, governos e organizações é essencial para estabelecer bases éticas sólidas e garantir que a IA beneficie a humanidade de maneira justa.

Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadaufmg/article/view/47727. Acesso em 6 mai.2026.


PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: “Inteligência Artificial: impactos e riscos na produção de conhecimento". Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.