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DISSERTAÇÃO
ARGUMENTATIVA – ID: PJE - MODELO UFSC
Autoritarismo,
recordação histórica e censura
Texto I
O equilíbrio entre a estabilidade democrática e a garantia das liberdades
individuais sustenta-se em três pilares fundamentais e interdependentes:
Os Impactos do Autoritarismo: Regimes
autoritários centralizam o poder político e enfraquecem os mecanismos de
controle institucional. Esse processo resulta na erosão progressiva dos direitos
humanos, no sufocamento do pluralismo de ideias e na imposição do medo e da
autocensura na esfera pública.
A Importância da Recordação Histórica: A preservação da memória social sobre períodos de
exceção e abusos de poder é um instrumento de pedagogia democrática. Resgatar a
história impede o esquecimento institucional, promove a reparação histórica e
atua como um escudo preventivo contra o ressurgimento de discursos extremistas.
O Combate à Censura: A
liberdade de expressão e a existência de uma imprensa livre são os principais
anticorpos contra a opressão. Combater a censura assegura a transparência
pública, fomenta o debate crítico e garante que os cidadãos tenham acesso à
pluralidade de informações necessária para fiscalizar os detentores do poder.
Por Gislaine Buosi (Texto adaptado/compilado
com base em conceitos das Ciências Políticas e Sociais).
Texto II
Desde as últimas décadas do século XX, mais especificamente a partir da
queda do Muro de Berlim, do fim das ditaduras latino-americanas e do apartheid
na África do Sul, podemos observar a expansão de políticas de memória em
diversos países, cada um com sua temporalidade e suas prioridades. Nesse
sentido, como a historiografia recente tem destacado, podemos constatar nas
sociedades contemporâneas uma alteração nas relações com o futuro e o passado.
O futuro, que era apresentado como o tempo das realizações e da afirmação do
progresso, cedeu lugar a um tempo que reservaria maiores possibilidades de
certeza e segurança: o passado.
As experiências traumáticas às quais se remetem, mormente a história do
tempo presente, têm como uma das suas principais preocupações as ações que
dizem respeito à transmissão da memória desses acontecimentos. Como transmitir
o horror das experiências ditatoriais para quem não viveu o período? Como
abordar um passado sensível com as novas gerações? Como construir o que
chamamos de nunca mais em tempos de disputas de narrativas e negacionismos
sobre o passado ditatorial? Por trás desse debate podemos identificar três
objetivos centrais, a saber: a criação da empatia sobre as vítimas; a
condenação de qualquer regime ditatorial; e a valorização da democracia e dos
direitos humanos.
Para isso, é possível identificar políticas de memória empreendidas por
governos comprometidos com essas questões, dentre as quais destacamos o
incentivo ao ensino do tema na educação básica; a abertura de processos
judiciais para agentes que praticaram graves violações dos direitos humanos; a
localização e divulgação de arquivos; recuperação de espaços etc. Na maioria
das vezes, essas ações são oriundas das pressões exercidas pela sociedade por
meio de grupos de direitos humanos e/ou atingidos direta ou indiretamente pela
ação das ditaduras, com o intuito de promover o que chamamos de dever de
memória para com as vítimas.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/tem/a/S9RNKyHGQzQ8byBM5RxBH7P/?lang=pt.
Acesso em 29 set.2026. Trecho selecionado.
COMANDO: Escreva uma dissertação
argumentativa sobre o tema: “Os impactos do autoritarismo, da importância da
recordação histórica e a do combate à censura”.