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Tema de redação

EM - CONTO SOCIAL - MODELO FUVEST - HOMEM-NÚMERO

Quando um homem virou número...

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Tema de redação: EM - CONTO SOCIAL - MODELO FUVEST - HOMEM-NÚMERO
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QUANDO UM HOMEM VIROU NÚMERO

CONTO SOCIAL MODELO FUVEST - ID: PJW

Texto I

Imagem de apoio do tema: EM - CONTO SOCIAL - MODELO FUVEST - HOMEM-NÚMERO

Pintada em 1933, a tela Operários tem temática social, está exposta no Palácio Boa Vista e pertence ao Acervo do Governo do Estado de São Paulo. É uma obra que integra o modernismo brasileiro e retrata cinquenta e um operários da indústria. Carrega como símbolo a exploração do povo trabalhador e a diversidade étnica que compõe a nossa sociedade. Feita com a técnica de pintura a óleo, tem dimensões grandes (120cm x 205cm) e pertence ao período em que Tarsila do Amaral se dedicou a retratar temas de interesse coletivo e social, após retornar de uma viagem à União Soviética.

Significado da obra: A tela Operários é considerada um grande símbolo do período de industrialização brasileira (especialmente do estado de São Paulo). Esse foi um momento histórico marcado pela migração de trabalhadores, uma classe ainda muito vulnerável e explorada, sem acesso a leis que a defendesse propriamente. Assim, Tarsila exibe nessa obra as distintas feições dos trabalhadores e trabalhadoras das fábricas. São pessoas de cores e etnias muito diferentes representadas lado a lado. E, apesar dos contrastes, todos carregam feições extremamente cansadas e sem esperança. São cinquenta e um rostos, alguns deles sobrepostos. Essa mistura de trabalhadores exibidos em sequência aponta para a massificação do trabalho.

SILVA, Paulo Roberto, Disponível em: https://www.culturagenial.com/quadro-operarios-de-tarsila-do-amaral/. Acesso em 30 set.2026. Trecho selecionado.


Texto II

Eu, Etiqueta

Em minha calça está grudado um nome

que não é meu de batismo ou de cartório,

um nome... estranho.

Meu blusão traz lembrete de bebida

que jamais pus na boca, nesta vida.

[...]

Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

minha gravata e cinto e escova e pente,

meu copo, minha xícara,

minha toalha de banho e sabonete,

meu isso, meu aquilo,

desde a cabeça ao bico dos sapatos,

são mensagens,

letras falantes,

gritos visuais,

ordens de uso, abuso, reincidência,

costume, hábito, premência,

indispensabilidade,

e fazem de mim homem-anúncio itinerante,

escravo da matéria anunciada.

[...]

Por me ostentar assim, tão orgulhoso

de ser não eu, mas artigo industrial,

peço que meu nome retifiquem.

Já não me convém o título de homem.

Meu nome novo é coisa.

Eu sou a coisa, coisamente.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Eu, etiqueta. In: Corpo. Rio de Janeiro: Record, 1984.Imagem de apoio do tema: EM - CONTO SOCIAL - MODELO FUVEST - HOMEM-NÚMERO

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PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir não apenas da coletânea de apoio, como também de seus conhecimentos construídos ao longo dos estudos, escreva um CONTO SOCIAL sobre o tema: “Quando um homem virou número”.