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PARÁGRAFO INTRODUTÓRIO – DISSERTAÇÃO
DESRESPEITO AOS PROFESSORES – ID: P89
TEXTO
I
Levantamento global
da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) coloca o
país [Brasil] entre os de índices mais altos do mundo no ranking das agressões
contra professores - e que têm se mantido estável nos últimos anos.
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Ambiente mais propício ao bullying: estudo
divulgado em 2019 apontou que as escolas brasileiras são ambiente mais propício
ao bullying e à intimidação do que a média internacional. Foram entrevistados
250 mil professores e líderes escolares de 48 países ou regiões.
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Situações de intimidação: 28% dos diretores
escolares brasileiros relataram ter testemunhado situações de intimidação ou
bullying entre alunos, o dobro da média da OCDE.
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Abuso verbal: semanalmente, 10% das escolas
brasileiras pesquisadas registram episódios de intimidação ou abuso verbal
contra educadores, segundo eles próprios, com "potenciais consequências
para o bem-estar, níveis de estresse e permanência deles na profissão",
diz a pesquisa. A média internacional é de 3%.
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Agressividade "normalizada": A OCDE não
analisou os motivos por trás desses índices, mas apontou que o bullying e a
agressividade acabaram sendo "normalizados" e minimizados, com
impactos negativos sobre o aprendizado.
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Intimidação semanal: Em 2017, estudo semelhante da
OCDE mostrou que 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas
de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.
Era o índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de
3,4%.
Agressão
verbal, discriminação, bullying...
Na
rede estadual paulista, o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo
(Apeoesp) divulga com frequência estudos sobre o ambiente escolar.
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Aumento de casos: A pesquisa mais recente, de 2019,
apontou que 54% dos professores já tinha pessoalmente sofrido algum tipo de
violência. Em 2017, eram 51% e, três anos antes, 44%.
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Violência mais comum contra professores: Entre
elas, as mais frequentes eram agressão verbal (48%), assédio moral (20%), bullying
(16%), discriminação (15%), furto/roubo (8%), agressão física (5%), e roubo ou
assalto à mão armada (2%).
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Alunos como alvo: 37% dos estudantes relataram ter
sido vítimas de agressão. Em 2017, foram 39% e, em 2014, 28%.
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Violência mais comum contra estudantes: bullying
(22%), agressão verbal (17%), agressão física (7%), discriminação (6%),
furto/roubo (4%), assédio moral (4%), e roubo ou assalto à mão armada (2%).
[...]
Aumento
dos casos
Para
a pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Betina Barros, ataques
[...] em São Paulo não eram comuns no Brasil e passaram a acontecer com mais
frequência a partir de 2018. Na avalição dela, isso é resultado de diversos
fatores que se tornaram mais presentes neste período:
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Isolamento social: durante a pandemia, os
estudantes tiveram que ficar em casa, convivendo apenas com a família e
dependendo da tecnologia para interações sociais.
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Exposição à violência: nos espaços familiares,
algumas crianças e adolescentes estiveram expostos a violência e maus-tratos.
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Tecnologia: o acesso à internet sem mediação de um
responsável tornou mais fácil o consumo de fóruns da internet, muitos na deep
web, que disseminam ideias e conteúdos violentos. Não à toa, muitos grupos
racistas, conservadores e neonazistas se proliferam nestes ambientes”, explica
a especialista.
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Polarização: no mesmo período, boa parte das
relações estremeceram diante da polarização sanitária, social e política no
país, o que pode ter servido como combustível para ideias mais extremistas.
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Tudo isso pode ter influenciado o cenário atual em
que os casos de violência no ambiente escolar acontecem com uma recorrência
cada vez maior.
Disponível
em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2023/03/27/brasil-tem-historico-de-alto-indice-de-violencia-escolar-veja-dados-sobre-agressao-contra-professores.ghtml.
Acesso em 19 ago.2026. Trecho selecionado.
PROPOSTA DE REDAÇÃO: A
partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija o parágrafo introdutório para um
texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: “O desrespeito aos professores no Brasil”.
Lembre-se: O parágrafo introdutório
da dissertação argumentativa deve funcionar como um projeto de texto. Então,
nesse único parágrafo:
. apresente o tema;
. antecipe o primeiro argumento*;
. antecipe o segundo argumento e
. escreva a tese**.
* o argumento pode ser um fato, um motivo, uma consequência, uma notícia,
uma constatação ou estratégia para resolver uma problemática ou uma comparação
(desde que estejam relacionados com o tema), a partir do qual deve haver a
argumentação/discussão.
** tese é opinião do dissertador.