No CONTO DE MISTÉRIO, como o próprio nome diz, há sempre um mistério, um enigma a ser desvendado, em torno do qual a trama se desenvolve.
Desde o início da narrativa, o escritor propõe um “jogo” com o leitor, que, automaticamente, assume uma postura de investigador. Ainda que o enigma, quase sempre, recaia sobre um crime, há contos enigmáticos que envolvem situações inusitadas, intrigantes – e não, necessariamente, criminosas.
A fim de desvendar o mistério, o escritor, ao longo do texto, deixa ao leitor pistas verdadeiras e falsas, colocando sob suspeita todas (ou quase todas) as personagens do conto. Até o final da história, o leitor levanta muitas hipóteses a respeito dos fatos para, em seguida, o escritor surpreendê-lo com a revelação do enigma. É comum adotar um detetive, personagem determinante, porque, em meio ao mistério, é o detetive quem vai passar por instantes de perigo. Procure se lembrar de cenas/episódios de mistério aos quais você, certamente, já assistiu.
CONTEXTUALIZAÇÃO: Imagine que você, logo de manhã, encontre um bilhete
em cima do gaveteiro do quarto em que você está hospedado, na casa de sua avó.
Você não sabe quem o escreveu, nem como o bilhete veio parar ali. Há dias, você
e sua avó estão sozinhos na casa da fazenda. Sua avó diz que não foi ela quem
escreveu o bilhete. Há ali uma ordem, mas, certamente, a curiosidade levará
você a desobedecê-la!
COMANDO: Sem
dúvida, você está diante de uma situação comunicativa das mais interessantes! Escreva
o melhor CONTO DE MISTÉRIO de todos os tempos!
E
então? Antes de começar a escrever, pense, levante hipóteses, crie o suspense. Esteja
certo de que ninguém pensaria naquilo em que você pensou – isso é ser original.
Não economize criatividade! Deixe seu leitor intrigado, para, ao final,
surpreendê-lo.
IMPORTANTE: Até o final de seu conto, o leitor pretenderá
encontrar respostas para: o quê?, quem?, como?, quando?, por quê?, e então...