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CARTA DO LEITOR – ID: PA8
BULLYING
LEITURA:
Agressão violenta física ou verbal com a intenção
de intimidar é uma prática antiga, que traz consequências graves às vítimas,
dependendo da intensidade com que acontece. O chamado bullying é um problema
crônico e antigo, o que não justifica qualquer tentativa de banaliza-lo. Ele
traz sofrimento, isolamento e consequências emocionais, que muitas vezes
acompanham à pessoa oprimida a vida toda. Cerca de 23% dos brasileiros declaram
ter sido vítima deste tipo de humilhação, pelo menos uma vez na vida, de acordo
com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na primeira semana de aula, o Colégio Santa Cruz,
em São Paulo, se deparou com a escalada do cyberbullying, que é uma variação
mais moderna de intimidação típica das redes sociais. Alunos do 2° e 3° ano do
ensino médio estavam envolvidos na administração de um grupo de WhatsApp, com
cerca de 200 integrantes, usado para fazer apologia ao racismo, homofobia e
misoginia contra calouros. Ao saber da história, o colégio suspendeu 34
estudantes. “O bullying não é um problema apenas do Santa Cruz, mas de toda as
escolas. É preciso aproveitar a crise para discutir mais a questão”, disse
Maria Eduarda Sawaya, presidente da Associação Brasileira das Escolas
Particulares (Abepar), em entrevista a VEJA, que está logo abaixo. Ela alerta
que a escola precisa dos pais para frear
o processo de banalização da violência. [...]
O caso surgiu justamente no início da implantação
da lei federal que proíbe o uso do celular no ambiente escolar. Isso pode ajudar em diminuir o bullying?
No caso do celular, não adianta ter uma legislação
em prol da saúde e do desenvolvimento da criança e do adolescente, se os
hábitos continuar os mesmos em casa. As famílias também precisam fazer parte
desse processo. O caso do Santa Cruz é um reflexo da sociedade que estamos
vivendo, com política polarizada e muita radicalização. Os pais controlam o tempo
de uso, mas não o conteúdo como o cyberbulying. É preciso controlar o conteúdo
que os filhos navegam. Escola e família precisam estar juntos na prevenção. As
punições da escola são necessárias, mas elas não são suficientes. [...]
Qual é a lição deste episódio?
Esses jovens precisam aprender a importância da
reparação. No bullying sempre tem uma vítima, alguém que sofre. É preciso ter uma compensação de danos, com
políticas de inclusão, antiviolência e serviços sociais. O agressor precisa
tomar consciência da força que ele tem na relação com o outro. A banalização da
violência entre os jovens precisa ser interrompida. Ela faz parte do cotidiano
deles e foi canalizada para as redes sociais. É uma oportunidade de a sociedade
parar e olhar o que eles estão fazendo.
FRANÇA, Valéria.
Disponível em: https://abepar.com.br/revista-veja-entrevista-abepar-sobre-bullying/.
Acesso em 27 ago. 2026. Trecho selecionado.
CONTEXTUALIZAÇÃO E
COMANDO: Imagine que, depois de lido o trecho da
entrevista feita pela Revista Veja, com Maria Eduarda Sawaya, presidente da
Associação Brasileira das Escolas Particulares (Abepar), considerando-se a
importância do assunto, você decide escrever uma CARTA DO LEITOR, endereçada ao editor da Veja.
SUGESTÃO: Como o texto é longo, cite, no começo da carta, em
especial, o trecho sobre o qual você manifestará suas impressões/opinião.