NARRATIVA DE SUSPENSE, como o próprio nome diz, é um texto em que há
sempre um enigma, um mistério a ser desvendado, em torno do qual a história se
desenvolve.
Desde o início da narrativa, o escritor propõe
um “jogo” com o leitor, que pode até assumir o posto de investigador. Em geral,
o foco narrativo está na terceira pessoa – o narrador é observador. Há tramas
que envolvem situações inesperadas, intrigantes, sobrenaturais... de arrepiar!
O
escritor pensa em tudo: no suspense (por que há manchas de óleo no chão?; há uma voz que vem do quintal,
mas não há ninguém ali...) nos
personagens (simpáticos, avarentos, dissimulados etc.); no lugar (no pátio do colégio, na
arquibancada do Maracanã etc.); no tempo
(na época do Descobrimento do Brasil, na semana passada etc.); no desfecho surpreendente (e, então,
quem era o rapaz do capacete prateado?, por que o piloto desistiu da viagem?
etc.).
Atenção à estrutura tradicional da
narrativa: apresentação (das personagens, do tempo e do espaço), complicadores
(interação das personagens), clímax (instante de maior suspense) e desfecho
(final da trama).
Até o final do texto, o quanto possível, o
leitor deverá encontrar respostas para: o quê?, quem?, como?, quando?, onde?,
por quê?, e então...