Você sabia que a lembrança de avós, tios, primos, sejam eles simpáticos ou implicantes, podem render histórias maravilhosas? Uma caneca sem asa, um carrinho amassado, um anel que já não serve... também!
Há muitas cenas da nossa vida que merecem ficar registradas, para que não se percam. Mas não é preciso ser tão fiel às cenas! Para recompor as cenas, vale enfeitar, inventar, colorir, descolorir... E tudo isso, bem escrito, passa a se chamar MEMÓRIAS LITERÁRIAS.
LEIA UMA CENA ENCONTRADA NAS MEMÓRIAS LITERÁRIAS DE GISLAINE BUOSI:
Sentada aqui, em minha cadeira
de palhinha, lembro-me de quando, numa tarde fria de junho, meu avô Antenor me
disse que, no dia seguinte, íamos, juntos, ordenhar as cabritas e, em seguida,
sairíamos para a entrega do leite. (...) Naquela noite, o sono não vinha – eu me
imaginava não só ordenhando, como também enchendo os saquinhos de leite – seria
necessário fervê-lo?, acomodando-os – onde?, batendo nas casas, bom dia, minha
senhora!... (...) A verdade é que acordei com o chiado da panela de pressão.
Meu avô já lavava os latões do leite, depois da entrega. Disseram-me que, por
mais que insistissem em me despertar, eu fazia que acordava, virava do lado, e,
simplesmente, roncava. Também pudera: fiz a entrega do leite a noite toda!
PRODUÇÃO DE TEXTO: Agora é a sua vez! Imagine
que você, quando era ainda muito criança, frequentava um parque de diversões,
que hoje já não funciona. Há apenas umas sucatas, as quais trazem à sua
lembrança uma tarde de muita alegria! Vamos registrá-la?