Quando pensamos em poesia, imediatamente associamos
textos que falam de amor, escritos em versos rimados, metrificados...
Muito embora isso seja poesia, é preciso dizer que
poesia não é apenas isso!
A produção poética comporta ousadias, tais como
misturar palavras, desenhos, traços, manchas e outras combinações artísticas.
São comuns também elementos que evocam sons (por exemplo: explosão, motor), movimento
(por exemplo: pêndulo, roda) etc.
Nota-se que, em especial na
composição de poemas visuais, como “Aranha”, de Salette Tavares (ao lado),
privilegia-se a forma, ou seja, aquilo que é possível captar-se pela “visão”, e
o discurso (texto escrito) torna-se menos importante.
Diferente da
poesia tradicional, os poemas visuais são produções literárias informais – não
há passo a passo, nem estrutura pré-definida – até porque o autor de um poema
visual, criativo que é, atenta, em especial, à organização da composição finalizada
e não, necessariamente, na escrita (linear/verso) das palavras. É como se o
poeta “brincasse” com o aspecto imagético do poema. Entretanto, ainda que informal, essa composição procurou também ser um instrumento para criticar a sociedade.
CONTEXTUALIZAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO: O fragmento a seguir, do poeta gaúcho Mário Quintana, é o ponto de partida para a composição de um POEMA VISUAL: "Despertador é bom para a gente
se virar para o outro lado e dormir de novo".
IMPORTANTE:
Não fique limitado às palavras contidas no fragmento – pense em situações que
elas sugerem, em imagens que elas evocam... Surpreenda seu leitor!