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Dissertação argumentativa – Deepfake – Podcast Redigir Fundamental

Alunos, professores e gestores do Ensino Fundamental, bem-vindos a mais uma temporada de episódios do Podcast Redigir Fundamental, uma ferramenta

Dissertação argumentativa – Deepfake – Podcast Redigir Fundamental
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Alunos, professores e gestores do Ensino Fundamental, bem-vindos a mais uma temporada de episódios do Podcast Redigir Fundamental, uma ferramenta infalível para aprimorar as redações! Preparem-se para uma verdadeira revolução – a professora Gislaine Buosi, semanalmente, grava episódios que, além de muito criativos, atendem perfeitamente a demandas cada vez mais exigentes. Por aqui, há técnica e sensibilidade a toda prova!

Conheçam propostas dos mais variados gêneros redacionais, como Resenhas, Editoriais, Crônicas, Artigos de Opinião e Fábulas, cuja coletânea de apoio é não só bem selecionada, como também atualizada. São atividades que despertam a curiosidade dos estudantes, incentivando-os a explorar temas contemporâneos e talvez até – quem sabe? – se descobrirem escritores de ficção! 

Sem dúvida, o Podcast Redigir Fundamental é o grande aliado das aulas de redação! Juntem-se a nós, na linha de frente da Educação com a Plataforma Adaptativa Redigir.

Dissertação argumentativa – Deepfake

Confiram o episódio!

Transcrição do episódio

No Brasil, entre 2022 e 2023, houve um aumento de 830% em casos de deepfake – quase metade dos incidentes da América Latina ocorreu aqui.

Olá! Que bom nos encontrarmos mais uma vez! Seja muito bem-vindo ao Podcast Redigir Fundamental! Eu sou Gislaine Buosi, escritora e professora de Redação e Literatura. 

No episódio de hoje, faço alguns comentários sobre os perigos da fábrica de mentiras, chamada "Deepfake". No final, há uma proposta para a escrita de uma dissertação argumentativa e, como sempre, a leitura de uma redação sobre o tema. Se tudo isso interessa a você, fique comigo do início ao fim do episódio! 

Esse assunto interessa a todo mundo, Gislaine! As montagens de vídeos que estão surgindo por aí têm atrapalhado a vida de muita gente.

Opa! Meu aluno imaginário chegou! É sempre bom ter você por perto! 

Olha só: As montagens de que você fala, montagens que alteram rostos e corpos a partir de fotografias e vídeos, existem há muito tempo, não são novidades na internet. Acontece que a Inteligência Artificial potencializou as montagens – o deepfake apropria-se de um conteúdo, modifica-o, e, a partir disso, cria. De modo que um deepfake não é a simples edição de um conteúdo. 

É… tem razão. Tem muita coisa estranha nas redes…

Muita coisa estranha? Há, na verdade, muitos crimes acontecendo nas redes, por exemplo, criação de vídeos pornográficos que envolvem não apenas pessoas famosas, como também pessoas comuns – para essa situação criminosa, não importa quem seja a vítima – até porque ninguém merece o rosto, o corpo navegando rede afora, em poses e cenas impróprias, sem que isso tenha sido consentido pela pessoa ali exposta. Isso mancha a reputação, faz com que casamentos sejam desfeitos, contratos sejam rescindidos…

Mas a vítima tem como provar que se trata de um deepfake, Gislaine.

Sim, tem sim, mas isso não é algo que se possa fazer imediatamente; não é algo que qualquer pessoa consiga, tenha condições de fazer – o estrago de um deepfake pode ser imediato; a reparação, além de não ser imediata, nem sempre é possível.

O que pode ser feito para acabar com o deepfake, Gislaine.

Há medidas urgentes, como campanhas de conscientização a respeito dos perigos das repostagens sem que se conheça/sem que se verifique a veracidade delas. A legislação também precisa ser mais eficiente, para rastrear e punir os criadores de deepfakes.

A pessoa que achar um deepfake dela própria… que ela não tenha autorizado, deve ir na delegacia fazer um boletim de ocorrência. Certo, professora?

Essas e outras perguntas você deve não apenas levantar, como também encontrar respostas, antes de começar a escrever – é impossível escrever bons textos argumentativos sem conhecer, sem dominar o assunto sobre o qual se vai discutir. Sugiro mais leitura sobre o assunto. 

A proposta de hoje é a redação de uma dissertação argumentativa, gênero textual bastante requisitado na redação escolar. E prepare-se: as dissertações também são exigidas no Enem. O treinamento começa já!

 

Para escrevê-la, entre outros aspectos aprendidos em sala de aula, espera-se que sejam desenvolvidos quatro parágrafos, assim distribuídos: 

– no 1º, deve haver a apresentação do tema e da tese; o ideal é que também sejam antecipados, pelo menos, dois argumentos nesse parágrafo introdutório;

– no 2º e no 3º parágrafos, há a discussão, com a expansão dos argumentos lançados no parágrafo introdutório; 

– no 4º parágrafo, obviamente, acontece a finalização do texto, por meio da retomada da tese e, quando o tema exigir, a sugestão para possível solução do problema enfrentado. 

 

Cabem aqui, ainda, algumas ressalvas: 

– a dissertação argumentativa é escrita, preferencialmente, na terceira pessoa do discurso;

– espera-se que contenha título.

– o texto não é assinado.

 

Vamos à proposta de redação?

O comando é este: Escreva uma dissertação argumentativa sobre o tema: "Deepfake – os perigos da fábrica de mentiras". 

Mãos à obra?!

Aqui está minha dissertação sobre o tema:

 

Deepfake: a mentira de alta definição

A tecnologia de inteligência artificial usada para criar deepfakes — vídeos e áudios falsos altamente realistas — representa uma ameaça crescente. No Brasil, entre 2022 e 2023, houve um aumento de 830% em casos de deepfake – quase metade dos incidentes da América Latina ocorreu aqui, segundo a Sumsub, plataforma internacional de verificação de casos. A interferência nos processos democráticos, as fraudes financeiras e o comprometimento do direito à privacidade são consequências da propagação desse novo modal tecnológico, o que reflete a urgência da tomada de providências pelas autoridades governamentais.

Nesse sentido, é preciso anotar que um dos maiores perigos do deepfake é a desinformação. Isso porque a criação de vídeos falsos pode influenciar opiniões e, assim, interferir em processos democráticos, como eleições. Além disso, a tecnologia tem sido usada de modo criminoso para produzir conteúdos pornográficos não-consensuais – isso, por si só, é uma grave violação da privacidade e da dignidade garantidas pela Constituição Federal.

Não fosse o bastante, surge a fraude financeira, que também é uma ameaça ao comércio, à indústria, às pessoas físicas também. Criminosos utilizam deepfakes para clonar vozes e enganar empresas e pessoas, levando-as a fazerem transferências de fundos bancários indevidas. Esses golpes causam prejuízos significativos e evidenciam a necessidade de leis e regulamentações mais rígidas, com estratégias de proteção mais eficientes. Até mesmo o Marco Civil da Internet, de 2014, há de ser revisto, uma vez que já está ultrapassado, considerando-se o avanço da tecnologia.

Embora ferramentas de detecção estejam sendo desenvolvidas, a sofisticação dos deepfakes ainda gera dificuldades para identificar conteúdos falsos. A falta de conhecimento e de conscientização da sociedade agrava o problema: em 2022, apenas 29% das pessoas sabiam o que era um deepfake. Assim, torna-se fundamental investir em campanhas educativas e políticas públicas, com vista a alertar toda a sociedade, para a redução dos danos dessa tecnologia. Afinal, os riscos de deepfakes não podem ser subestimados. A defesa da privacidade e da democracia depende de uma resposta firme, coordenada e participativa.

 

Gostou da minha dissertação? Também quero conhecer a sua, ok?

 

E que tal escrevê-la agora (clique aqui)

Escreva, revise e, só então, poste sua redação. Assim que ela chegar corrigida no aplicativo, frequente o percurso de aprendizagem da Plataforma Redigir – há podcasts de gramática e listas de exercícios, para aprimorar a linguagem escrita.

É isso! Espero você num próximo episódio!

 

Confira o episódio anterior!

 

Rumo a redações excelentes no Ensino Fundamental!

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