Plataforma Redigir

Blog Redigir

Crônica narrativa – Desenvolvimento e desfecho – Casa desorganizada – Podcast Redigir Fundamental

Alunos, professores e gestores do Ensino Fundamental, bem-vindos a mais uma temporada de episódios do Podcast Redigir Fundamental, uma ferramenta

Crônica narrativa – Desenvolvimento e desfecho – Casa desorganizada – Podcast Redigir Fundamental
Voltar para o blog

Alunos, professores e gestores do Ensino Fundamental, bem-vindos a mais uma temporada de episódios do Podcast Redigir Fundamental, uma ferramenta infalível para aprimorar as redações! Preparem-se para uma verdadeira revolução – a professora Gislaine Buosi, semanalmente, grava episódios que, além de muito criativos, atendem perfeitamente a demandas cada vez mais exigentes. Por aqui, há técnica e sensibilidade a toda prova!

Conheçam propostas dos mais variados gêneros redacionais, como Resenhas, Editoriais, Crônicas, Artigos de Opinião e Fábulas, cuja coletânea de apoio é não só bem selecionada, como também atualizada. São atividades que despertam a curiosidade dos estudantes, incentivando-os a explorar temas contemporâneos e talvez até – quem sabe? – se descobrirem escritores de ficção! 

Sem dúvida, o Podcast Redigir Fundamental é o grande aliado das aulas de redação! Juntem-se a nós, na linha de frente da Educação com a Plataforma Adaptativa Redigir.

Crônica narrativa – Desenvolvimento e desfecho – Casa desorganizada

Confiram o episódio!

Transcrição do episódio

A história deve se desprender do autor como uma bolha de sabão, soprada com um canudinho: leve, solta, linda!

A citação é adaptada de Julio Cortázar, escritor argentino.

Olá! Que bom nos encontrarmos aqui mais uma vez! Seja muito bem-vindo ao Podcast Redigir Fundamental! Comigo, Gislaine Buosi, sua professora de produção de textos, na Plataforma Redigir.

No episódio de hoje, vamos escrever o desenvolvimento e o final de uma crônica descritivo-narrativa. Antes de mais nada, não custa lembrar que crônica é um texto escolar breve. É muito comum professores dizerem assim: a crônica é um flash do dia. E é isso mesmo! Cenas, por vezes, comuns podem render crônicas muito bonitas. Por exemplo: a caixa com o vestido da noiva foi trocada pela caixa do aspirador de pó. Outro exemplo: a chuva destelhou o barracão.

Vamos conhecer a proposta de redação?

Parte da crônica já está pronta. Ouça:

 

A CASA DESORGANIZADA

Naquela tarde, Chico não esperava Julieta no portão. A garota estranhou – afinal, o gato a esperava todos os dias para ganhar um petisco. E não foi só isso que Julieta estranhou: a cristaleira estava na garagem; o poleiro do papagaio, vazio, pendurado no gancho da rede; havia um fio de água que vinha de dentro de casa. Ela avançou: as poltronas da sala estavam tombadas; o piano, afastado da parede; a mesa de canto, no centro; a do centro, no canto; a bicicleta, no banheiro. Julieta gritou o Chico, mas ele não veio ao encontro dela. Os pais da garota riam, gargalhavam… 

— O que aconteceu? Do que vocês estão rindo? Que bagunça é essa? Cadê o Chico? – foi o que ela, apavorada, perguntou aos pais.

 

Agora é com você! Antes de começar a escrever, perceba que: 

– o tempo verbal em que a história está sendo contada já foi escolhido: tempo passado;

– o narrador já está posto: narrador onisciente, aquele que está fora da história e é um sabichão – sabe o que todos pensam, o que todos fazem…;

– algumas personagens já foram criadas: Julieta (personagem principal); o gato Chico, o papagaio e os pais de Julieta;

– o ambiente já foi construído: uma casa em completa desordem.

 

Perceba também que há muitas situações a serem exploradas – o sumiço do gato; os móveis fora do lugar; o fio de água pelo chão; a gaiola vazia; a bicicleta no banheiro; as gargalhadas… por que os pais de Julieta riam tanto?

Você quer conhecer minha crônica? Então aqui está ela!

 

Cada vez mais confusa, Julieta vasculhou a casa em busca do Chico. Pisou uma poça, e então, mais atenta, constatou que a cozinha estava alagada – alguém havia esquecido a torneira aberta, o ralo da pia não vencia escoar tanta água. 

A situação não fazia sentido: o pai e a mãe de Julieta, às gargalhadas – por quê?, a sala desmontada – por quê?

Foi então que a mãe, tomando um fôlego, contou à Julieta que uma prima, por nome Celeste, bateu à porta, e, ao ser atendida, disse que teria vindo buscar um anel de diamante, que, segundo a prima, ela própria havia escondido em algum lugar da casa.

Julieta, ressabiada, considerou que aquela prosa não ligava lé-com-cré! Então a garota fechou a torneira e passou a colocar os móveis em ordem – o sofá, as mesinhas… Até que lhe ocorreu:

— E, depois de tanta bagunça, pelo menos, acharam o anel da prima Celeste?

E novamente, a enxurrada… de gargalhadas… de gargalhadas e gritos…  

Julieta percebeu que os pais, na verdade, estavam em choque, amedrontados, histéricos. Àquela altura, o Chico já andava pela cozinha. Até o gato parecia incomodado.

Julieta insistiu, "Acharam o anel?", o pai tomou coragem:

— Ju, a prima Celeste morreu já faz um tempão. 

O medo, simplesmente, deu lugar ao pânico! E o pai continuou:

— A prima cismou que o anel estava na sala, foi ela quem fez a bagunça…

— E, afinal, achou o anel?

— Achou, e … disse que precisava lavar as mãos… foi ela quem deixou a torneira aberta…

A mãe completou:

— Ju, a prima tentou colocar o anel no dedo médio, no anelar, no mindinho…, mas não serviu, e…

— … e o quê, mamãe?

— Ela deixou o anel de presente pra você, Ju.

— Anel de presente pra você, Ju! – o papagaio, já no poleiro, fazia a festa.

Por Gislaine Buosi

 

E então? 

Gostou do meu texto? Também quero conhecer o seu, ok?

E que tal escrevê-lo agora? Vamos lá! Desenvolva essa proposta de redação (clique aqui) – escrever… você já sabe: é bom demais! 

Antes de entregar sua produção textual ao corretor, releia o que escreveu, faça a autocrítica e a autocorreção: confira se seu texto está fácil de ser entendido, se as frases e os parágrafos estão bem ligados, se as ideias estão numa sequência cronológica e não se embaralham, se não há repetições nem sobra de palavras, se a ortografia, a acentuação gráfica, a pontuação e os plurais estão corretos.  

Depois de revisada, poste a redação e, assim que ela chegar corrigida no seu aplicativo, frequente o percurso de aprendizagem da Plataforma Redigir. Lá você encontrará tópicos de gramática e listas de exercícios, sobre os pontos a serem aprimorados em seu texto. 

Também convido você a assinar o podcast da Plataforma Redigir no seu tocador de preferência. 

Então é isso! Um abraço e até o próximo episódio!

 

Confira o episódio anterior!

 

Rumo a redações excelentes no Ensino Fundamental!

A Plataforma Redigir é ideal para auxiliar os alunos do Ensino Fundamental a aprimorarem suas habilidades de escrita. Além de fornecer correções de redação, a plataforma oferece recursos exclusivos e adaptativos, incluindo videoaulas personalizadas, tópicos de gramática, listas de exercícios e podcasts.