Alunos, professores e gestores do Ensino Fundamental, bem-vindos a mais uma temporada de episódios do Podcast Redigir Fundamental, uma ferramenta infalível para aprimorar as redações! Preparem-se para uma verdadeira revolução – a professora Gislaine Buosi, semanalmente, grava episódios que, além de muito criativos, atendem perfeitamente a demandas cada vez mais exigentes. Por aqui, há técnica e sensibilidade a toda prova!
Conheçam propostas dos mais variados gêneros redacionais, como Resenhas, Editoriais, Crônicas, Artigos de Opinião e Fábulas, cuja coletânea de apoio é não só bem selecionada, como também atualizada. São atividades que despertam a curiosidade dos estudantes, incentivando-os a explorar temas contemporâneos e talvez até – quem sabe? – se descobrirem escritores de ficção!
Sem dúvida, o Podcast Redigir Fundamental é o grande aliado das aulas de redação! Juntem-se a nós, na linha de frente da Educação com a Plataforma Adaptativa Redigir.
Autobiografia – Quem sou eu?
Confiram o episódio!
Transcrição do episódio
Meu nome é Gustavo. Tenho onze anos e muitos sonhos. Sonho, por exemplo, em ser astronauta. Minha mãe é a Renata; ela é advogada. Ela fez o processo de adoção da Júlia, que veio morar com a gente quando tinha três anos. Naquele dia, nós fizemos uma festa, ainda que não fosse o aniversário dela.
Olá, pessoal! Que bom nos encontrarmos aqui outra vez! Seja muito bem-vindo ao podcast da Plataforma Redigir, comigo, Gislaine Buosi, sua professora de redação na Plataforma Redigir!
Você sabe o que é uma autobiografia?
No episódio de hoje, vamos escrever uma AUTOBIOGRAFIA e, claro!, antes de mais nada, não custa lembrar que a palavra "biografia" é derivada do grego – "bio" significa "vida", e "grafia" significa "escrita"; e, ao acrescentarmos o prefixo "auto", que significa "de si mesmo", temos "autobiografia", isto é, a escrita da vida de si mesmo. Vamos simplificar: a autobiografia é um texto em que o autor narra sua trajetória de vida.
Ah… agora ficou melhor!
Oi, Cris! Legal ter você por aqui! A quem nos ouve, apresento a Cris, uma aluna imaginária que me ajuda a gravar as aulas. Então, Cris…
A autobiografia pode ser comparada a um quebra-cabeças, cujas peças, grandes e pequenas são os fatos a serem montados – e cabe a você organizar as peças, até porque, depois de tudo pronto, é a história de sua vida que vai ser conhecida por todos aqueles que lerem seu texto.
É comum o autobiógrafo…
O que é autobiógrafo, Gislaine?
É aquele que escreve a própria biografia. É comum ele registrar não apenas dados que o identifiquem, como filiação, idade etc., como também viagens, descobertas, aventuras, experiências…, com as quais ele marca sua importância no meio social, familiar, escolar etc.
As autobiografias escolares são romanceadas, ou seja, são textos em que o autor dá preferência, não às informações frias, e sim ao enfeite, ao colorido de tais informações.
Mas… não são informações verdadeiras, Gislaine?
Não apenas informações verdadeiras, Cris. Ele pode criar situações para valorizar o texto, entende? Como escritores que, em meio ao enredo, mistura cenas pessoais e cenas inventadas. Isso equivale a dizer que o autobiógrafo não se limita a citar datas, nomes e títulos. Não! Ele pode registrar, por exemplo, o dia em que ganhou o primeiro skate e, depois de cinco minutos, precisou ir suturar o cotovelo e a testa; ou a noite de Natal em que o Papai Noel se atrasou com os presentes e alguém acabou revelando que o Papai Noel era, na verdade, o dono do mercadinho – percebe que tudo isso, sem dúvida, é fato marcante na vida de um autobiógrafo… adolescente?
Vamos conhecer a proposta de redação?
Você deverá redigir uma autobiografia. Além das anotações tradicionais, destaque um episódio significativo… recente! Pense: Afinal, quem sou eu?
Há outras orientações: escreva na 1ª pessoa do singular; organize os fatos em ordem cronológica; use marcadores temporais, por exemplo: na infância, na adolescência, no ano passado, no Reveillon…; empregue os verbos, de preferência, no passado; atribua um título (pode ser o seu nome) e um subtítulo (uma frase marcante do texto).
Está difícil? Mesmo? Mas pode ficar fácil!
Antes de começar a escrever, respire fundo e mergulhe na proposta…
Hummm… Então quer dizer que eu mesma preciso escrever sobre mim, Gislaine? Pois bem! Então vou abrir as gavetas da minha infância e lembrar de coisas que não passaram em branco!
Vocês querem conhecer a autobiografia de Gustavo, um garoto de 11 anos? Aqui está!
Gustavo
O enxadrista campeão
Meu nome é Gustavo. Tenho onze anos e muitos sonhos. Sonho, por exemplo, em ser astronauta. Minha casa é mais ou menos grande, tem quatro quartos, e um deles é ocupado só de sexta-feira e sábado, que é quando minha vó Beatriz vem pra Belo Horizonte.
Aqui em casa, moramos minha mãe, meu pai, a Júlia, que é minha irmã, e o Max, que é o cachorro. Meu pai, Carlos, é motorista de caminhão e minha mãe, Renata, é advogada. Uma vez ele bateu o caminhão, mas ele não foi o culpado. O caso foi parar no juiz, e minha mãe fez a defesa do meu pai. Minha mãe também fez o processo de adoção da Júlia, que veio morar com a gente quando tinha três anos. Naquele dia, nós fizemos uma festa, ainda que não fosse o aniversário dela.
O vô Augusto, que era marido da vó Beatriz, já era aposentado, e jogava xadrez na pracinha, com os amigos. Ele morreu faz tempo, não sei quanto tempo, porque aqui em casa ninguém fala de mortos. Aprendi a jogar xadrez com ele, inclusive ganhei o campeonato que teve no colégio. Minha fotografia saiu no jornalzinho. Vô Augusto e vó Beatriz são meus avós maternos.
Falo com meus avós paternos só por videochamadas, porque eles moram no Canadá. Faz tempo que ouço meus pais dizerem que estão guardando dinheiro para irmos ao Canadá, mas acho que ainda falta um pouco. Quero ir pra lá quando estiver nevando.
Minhas matérias prediletas são Matemática e Geografia, mas os professores não são muito legais, porque sempre há muita tarefa. Talvez, antes de eu ser astronauta, eu seja professor de Geografia Espacial, pra eu conhecer mais detalhes sobre o espaço. Ou veterinário, pra cuidar do Max quando ele estiver velhinho.
Adoro fazer trilha com meu pai, quando ele está de folga. Quando não está chovendo, a Júlia, minha mãe e eu fazemos caminhada na Lagoa da Pampulha.
Esqueci de escrever que eu e minha irmã Júlia somos parecidos, porque gostamos de brigadeiro e usamos calça jeans.
(Por Gislaine Buosi)
E então?
Gostou do meu texto? Também quero conhecer o seu! E que tal escrevê-lo agora? Vamos lá! Desenvolva essa proposta de redação (clique aqui) – escrever é bom demais!
Antes de postar a redação na Plataforma, releia o que escreveu, faça a autocrítica e a autocorreção: confira se seu texto está fácil de ser entendido; se as frases e os parágrafos estão bem ligados entre si; se os fatos obedecem a uma sequência cronológica e não se atropelam; se não há repetição nem sobra de palavras; se a acentuação gráfica, a pontuação, a ortografia, a conjugação verbal e as concordâncias estão corretas.
Enfim, poste a redação e, assim que ela chegar corrigida no seu aplicativo, frequente o percurso de aprendizagem da Plataforma Redigir. Lá você encontrará tópicos de gramática e listas de exercícios, sobre os pontos a serem aprimorados no texto.
Também convido você a assinar o podcast da Plataforma Redigir no seu tocador de preferência. Essa redação que você acabou de ouvir está disponível no site.
Então é isso! Um abraço e até o nosso próximo episódio!
Rumo a redações excelentes no Ensino Fundamental!
A Plataforma Redigir é ideal para auxiliar os alunos do Ensino Fundamental a aprimorarem suas habilidades de escrita. Além de fornecer correções de redação, a plataforma oferece recursos exclusivos e adaptativos, incluindo videoaulas personalizadas, tópicos de gramática, listas de exercícios e podcasts.