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MODELO ENEM
ANALFABETISMO FUNCIONAL
ID: E5D
Texto I

http://blogdolute.blogspot.com.br/2009/09/blog-post.html
Texto II
De forma geral, o analfabetismo funcional costuma ser definido como a incapacidade de compreender e interpretar textos ou fazer operações matemáticas com um grau mínimo de complexidade. (...) O Instituto Paulo Montenegro identificou que apenas 22% dos universitários ou graduados são proficientes em leitura. Uma matemática simples leva à conclusão de que quase 80% dos universitários brasileiros não atingiram o nível ideal de alfabetização.
http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/nem-1-nem-80-a-real-taxa-de-analfabetismo-funcionalentre-universitarios-8eipsba6xmr44t7602oum3pq4
Texto III O indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) é aplicado a brasileiros entre 15 e 64 anos de idade por meio de teste que analisa habilidades e práticas de leitura, de escrita e de matemática, voltadas ao cotidiano. De acordo com os resultados, a classe de analfabetos funcionais é dividida em dois grupos: os absolutos, 8%, que não conseguem ler palavras ou frases e números telefônicos, por exemplo, e os rudimentares, 21%, que têm dificuldade para identificar ironias e sarcasmos em textos curtos e realizar operações simples, como cálculo de dinheiro.
Para o especialista em política e gestão educacional, professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, esses dados refletem a baixa qualidade da educação brasileira, pois os resultados não se referem às pessoas que nunca passaram pelo ensino, mas a alunos que estiveram nos bancos escolares. “A nossa escola ainda produz muitos analfabetos”, afirma, adiantando que “ela não consegue transformar o conhecimento, a alfabetização, seja ela na linguagem pátria ou matemática, em algo do cotidiano dessas pessoas”.
A afirmação de Rezende é confirmada pelos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e divulgada em 2016. Os resultados da avaliação mostraram que 54,73% dos estudantes acima de 8 anos de idade permanecem em níveis insuficientes de leitura, enquanto que 33,95% dos alunos brasileiros apresentaram índices de insuficiência na escrita e outros 54,4% estão abaixo do desempenho desejável em matemática.Para a especialista em teorias da base linguística, a pesquisadora Naiá Sadi Câmara, da Universidade Federal de São Carlos (UfSCar), a preocupação é com o futuro desses jovens como cidadãos, pois “a cidadania vem da capacidade de interagir com as leis, direitos, deveres” e a dificuldade de comunicação incapacita a vida em sociedade. Naiá argumenta que uma pessoa não é cidadã se não consegue fazer leitura crítica, argumentação e interação numa sociedade letrada.
Para o especialista em política e gestão educacional, professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, esses dados refletem a baixa qualidade da educação brasileira, pois os resultados não se referem às pessoas que nunca passaram pelo ensino, mas a alunos que estiveram nos bancos escolares. “A nossa escola ainda produz muitos analfabetos”, afirma, adiantando que “ela não consegue transformar o conhecimento, a alfabetização, seja ela na linguagem pátria ou matemática, em algo do cotidiano dessas pessoas”.
A afirmação de Rezende é confirmada pelos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e divulgada em 2016. Os resultados da avaliação mostraram que 54,73% dos estudantes acima de 8 anos de idade permanecem em níveis insuficientes de leitura, enquanto que 33,95% dos alunos brasileiros apresentaram índices de insuficiência na escrita e outros 54,4% estão abaixo do desempenho desejável em matemática.