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[DM3] MODELO ENEM - IMIGRAÇÃO AFRICANA

ENEM

IMIGRAÇÃO AFRICANA

MODELO ENEM

ID: DM3


Texto I

As perigosas rotas de migração para entrada na Europa

Organizações não-governamentais estimam que aproximadamente 20 mil pessoas podem ter morrido tentando chegar à Europa nas últimas duas décadas. Para ter um diagnóstico mais preciso do problema, a Frontex (agência europeia de fronteiras) e o Centro Internacional para Desenvolvimento de Políticas Migratórias produziram mapas que identificam as maiores rotas centros de concentração usados pelos migrantes na região.
Nos dois casos mais recentes, centenas de imigrantes ilegais morreram em dois naufrágios. No primeiro deles, ocorrido na quinta-feira, até 500 pessoas estavam em uma embarcação que afundou perto da Ilha de Malta, no Mediterrâneo. A Organização Internacional de Imigração citou dois sobreviventes palestinos, que alegam que traficantes afundaram de propósito o barco após uma discussão a bordo. As autoridades maltesas ainda não comentaram o incidente.
A maior parte dos migrantes que cruzam o Mediterrâneo a partir da Líbia e da Tunísia são originários da Eritrea e da Somália. Contudo, a guerra civil na Síria está elevando o número de sírios que também usam essa rota. No último ano, intensificou-se ainda mais a saída de imigrantes a partir Líbia. Traficantes de pessoas estão se aproveitando do caos político no país, onde milícias rivais estão em conflito, tornando o país um importante ponto de partida em muitas destas viagens. No último mês, foram registrados ao menos quatro naufrágios de barcos que partiram do país. O número de usuários das várias rotas ao longo do Mediterrâneo tem fluxo e refluxo.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/10/131028_mapa_imigracao_lk


TEXTO II

Chegada de imigrantes irregulares à Europa triplica em 2015

No ano passado, mais de 3.200 homens, mulheres e crianças perderam a vida ao tentar cruzar o Mediterrâneo para a Europa. Essas mortes não reduziram a maré humana que foge da violência dos países em conflito, ou da falta de oportunidades na África subsaariana. A Europa continua empenhada em encarar um problema humanitário –em grande parte uma crise de refugiados, salvo nos Balcãs— com uma resposta meramente policial. Sem ambição para deter essa sangria na origem, os tampões que Síria e Líbia representavam até agora foram pelos ares e deixam um panorama carregado de incertezas.

“Os fluxos migratórios para a Europa não vão deixar de aumentar as péssimas situações na origem, do Iraque e Síria ao Chifre da África”, diz Giovanni Grevi, diretor do centro de estudos FRIDE. “Deter os barcos de imigrantes não acaba com o problema e provocará enormes custos humanitários. A Europa deveria unir forças com uma política externa e de segurança robusta em um momento crítico para a coesão europeia”, acrescenta.

Os avanços, onde há, são tímidos. E as ameaças se multiplicam. A ascensão de partidos contra a imigração se espalha pela Europa rica (Reino Unido, França e Alemanha) e, inclusive, na periferia. A Bulgária pretende construir um muro de mais de 150 quilômetros de extensão para contar a imigração procedente da Turquia. Berlim e Londres estudam medidas para mitigar o chamado turismo de bem-estar, apesar de não existirem dados que respaldem que a imigração abusa dos serviços sociais. E assim infinitamente.

A Europa enfrenta pressões ligadas aos conflitos na vizinhança do sul. Os sócios abordam o problema com uma dupla vertente, nenhuma delas muito bem-sucedida. A primeira, um maior controle das fronteiras. Quando ocorrem tragédias como a de Lampedusa, todos os países (especialmente a Itália) se voltam para a Frontex cobrando medidas para frear os naufrágios. Mas a Frontex quase não tem ativos e se nutre basicamente do que é aportado pelos Estados.

Os líderes políticos custam a fornecer mais meios; em muitos casos, porque acreditam que a existência de barcos que na prática vão salvar vidas provoca um efeito chamativo nas máfias e nos próprios imigrantes, o que eleva a magnitude do problema. Em outros –os países nórdicos e a Alemanha — porque consideram que já sofrem sua própria pressão ao receberem mais pedidos de asilo.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/18/internacional/1429312153_199778.html


PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma padrão da língua portuguesa, sobre o tema:


“A questão do fluxo imigratório africano para a União Europeia.”


Apresente, ao final, uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,de maneira coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


#RUMOÀNOTAMIL