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MODELO ENEM - ENCHENTES NO BRASIL

ENEM

ENCHENTES NO BRASIL

MODELO ENEM

ID: EUE


Texto I  

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Texto II  


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Em 6-set-2023, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que "o colapso climático já começou”. "O nosso clima está a implodir mais depressa do que conseguimos aguentar, com fenômenos meteorológicos extremos a atingir todos os cantos do planeta", disse o português.

No Rio Grande do Sul, até essa data, as mortes já chegam a 41, principalmente na região do Vale do Taquari, após a passagem de um ciclone devastador. Chuvas intensas e ventos fortes causaram destruição e deixaram localidades submersas, com milhares de pessoas desabrigadas.

Disponível em: https://www.rfi.fr/br/mundo/20230908-mundo-tem-enchentes-simult%C3%A2neas-brasil-gr%C3%A9cia-hong-kong-turquia-e-bulg%C3%A1ria-sofrem-com-as-chuvas. Adaptado para fins didáticos. Acesso em 15.mar.2024.


Texto III

Por que a cidade de São Paulo não consegue evitar as enchentes frequentes?

Especialistas apontam problemas de drenagem, de ocupação irregular do solo e de falta de prevenção

A Grande São Paulo viveu um dia de caos nesta segunda-feira (10/2). Mais uma vez, a estrutura da cidade não suportou o grande volume de chuvas que atingiu a região. Houve centenas de pontos de alagamento, ruas e avenidas intransitáveis, pessoas ilhadas em carros e ônibus. Linhas de trens ficaram paradas, houve deslizamentos e o transbordamento dos dois principais rios que cortam a capital paulista, o Pinheiros e o Tietê. (...)

Mas seria a chuva forte a principal culpada pelas enchentes? Ou a cidade foi planejada e construída de uma maneira que deixa mais difícil suportar as precipitações? A BBC News Brasil ouviu urbanistas para entender onde a cidade errou e o que poderia ser feito para minimizar o problema.

Erros de planejamento

Para Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Unifesp, os grandes municípios brasileiros não foram planejados para "respeitar os ciclos hidrológicos da natureza": a evaporação da águas e, depois, as precipitações que atingem as cidades. "O normal seria a água se infiltrar no solo, para depois desembocar nos córregos e rios, que então correm para o mar. E, assim, o ciclo recomeçaria", explica. "Quando a chuva chega no espaço urbano, a água cai sobre no solo impermeável e não consegue se infiltrar. Nossos canais e rios estão canalizados. Essas águas, em grande quantidade e velocidade, escorrem para as sarjetas e galerias, que não conseguem suportá-las." Os chamados piscinões, grandes espaços para represamento da água da chuva, são sempre citados como obras públicas que podem diminuir as enchentes — só a cidade de São Paulo tem 32 deles. Para Kazuo, os piscinões hoje "são parte do problema" e não a solução. "Não adianta você construir uma área de cimento, cercá-la com grades e esperar que a água vá parar ali. Hoje, os piscinões acumulam lixo, têm manutenção reduzida e acabam transbordando", diz. (...)

Por Felipe Souza e Leandro Machado, BBC. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/02/10/por-que-a-cidade-de-sao-paulo-nao-consegue-evitar-as-enchentes-frequentes.ghtml. Adaptado. 

Texto IV

Porto Alegre tem um sistema anti-enchentes formado por diques e comportas e criado nos anos 1970, mas ele não deu conta da alta velocidade com que as águas do Guaíba subiram nos últimos dias, explica o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Rodrigo Paiva à BBC News Brasil. Segundo ele, como a cidade passou décadas sem registrar cheias tão significativas como a de 1941, a demanda popular por melhorias no sistema não era grande. A semana, no entanto, foi de alertas e debate sobre se essas defesas da cidade eram suficientes, num cenário de intensificação das chuvas nos últimos anos, que estudos e cientistas creditam em parte à crise climática global. Aos 252 anos, a capital do Rio Grande do Sul enfrenta desde 2/5/2024 o maior desastre natural de sua história. Um volume incomum de chuva decorrente de fatores meteorológicos excepcionais fez o nível do Lago Guaíba chegar à marca histórica de 5,09 metros, ao meio-dia, em 4/5/2024. (Até 7/5/2024, havia 85 mortos em decorrência dos fatos.)

 

ARAÚJO, Luiz Antônio. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72pvj85zddo


PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma padrão da língua portuguesa, sobre o tema: “Caminhos para conter a problemática em torno das enchentes no Brasil”. Apresente proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de maneira coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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