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[FN3] EM - PARÁGRAFO INTRODUTÓRIO - DISSERTAÇÃO - RACISMO

PARÁGRAFO INTRODUTÓRIO - DISSERTAÇÃO - EM

RACISMO

PARÁGRAFO INTRODUTÓRIO

MODELO ENEM

ID: FN3


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Texto I

http://acervo.novaescola.org.br/consciencia-negra/africa-brasil/


São Paulo, novembro de 2018 – A desigualdade racial, infelizmente, ainda é uma realidade no Brasil. De acordo com dados do Ministério do Trabalho*, um profissional negro recebe em média 47% menos que um branco, na mesma função. (...) “Apesar do crescimento em qualificação, a população negra com mesmo nível de estudo ainda recebe bem menos. Nossa intenção é acabar com esse abismo e com as barreiras subjetivas como o racismo para alertar as pessoas, principalmente os empregadores, que é preciso continuar considerando a desigualdade racial um problema e buscando soluções para enfrentá-la”, explica Luana Génot, Diretora Executiva do Instituto Identidades do Brasil.

http://simaigualdaderacial.com.br/site/?p=1681


Texto II

(...) A Justiça que se pretende ao tentar reconstruir a sociedade por um novo viés não é apenas a de saldar a dívida de uma escravidão mal abolida, mas também a de tentar mudar o pensamento e a ação de uma sociedade que trata as pessoas de forma desigual por conta da cor de pele. Ir contra a programação que tivemos a vida inteira, por meia da família, dos amigos, da escola, da mídia (...) é um processo longo, pelo qual todos nós temos de passar. Mas é necessário.

Todos nós, nascidos neste caldo social, somos potencialmente idiotas – a menos que tenhamos sido devidamente educados para o contrário. Pois os que ofendem uma jornalista de forma tão aberta, como foi o caso da ofensa à apresentadora Maria Júlia Coutinho, da TV Globo, só fazem isso por estarem à vontade com o anonimato (Hanna Arendt explica) e se sentirem respaldados por parte da sociedade.

Toda vez que trato da questão da desigualdade social e do preconceito que os negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho, pois não garantiu as bases para a autonomia real dos ex-escravos e seus descendentes), sou linchado – pois, como todos sabemos, não há racismo no Brasil. “Isso é coisa de negro recalcado.”

https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/07/04/como-todos-sabemos-nao-ha-racismo-no-brasil/


Texto III

A cada dez jovens que se suicidam no Brasil, seis são negros. O dado, de 2016, está em um levantamento do Ministério da Saúde e da UnB (Universidade de Brasília), divulgado no início de 2019. Entre 2012 e 2016, a taxa de pessoas brancas entre 10 e 29 anos que tirou a própria vida permaneceu a mesma. Já entre jovens e adolescentes negros ela subiu, de 4,88 mortes para cada 100 mil, em 2012, para 5,88, quatro anos depois.

“Um dos grupos vulneráveis mais afetados pelo suicídio são os jovens e sobretudo os jovens negros, devido principalmente ao preconceito e à discriminação racial e ao racismo institucional”, afirma o estudo, baseado no Sistema de Informação sobre Mortalidade.

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/01/26/O-impacto-do-racismo-na-sa%C3%BAde-mental-da-popula%C3%A7%C3%A3o-negra


Texto IV

A morte de George Floyd, que foi visto com um policial ajoelhado no pescoço dele pouco antes de morrer, reacendeu o debate sobre a brutalidade policial nos EUA. Homens negros têm quase três vezes mais chances de serem mortos do que brancos, segundo estatísticas. Floyd, de 46 anos, que trabalhava como segurança em um restaurante em Minneapolis, foi abordado por policiais que responderam a uma chamada de suspeita de uso de documentos falsificados na noite de 25 de maio de 2020. Um vídeo de 10 minutos filmado por uma testemunha mostra Floyd suplicando e dizendo repetidamente "não consigo respirar" para um policial branco. (...) A morte de Floyd chama atenção para estatísticas preocupantes sobre assassinatos cometidos por policiais nos Estados Unidos. De acordo com um levantamento do jornal Washington Post, 1014 pessoas foram mortas a tiros por policiais no país em 2019, e estudos mostram que as principais vítimas foram americanos negros. Um estudo da ONG Mapping Police Violence aponta que, nos EUA, negros têm quase três vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos.

https://noticias.r7.com/internacional/caso-george-floyd-11-mortes-que-provocaram-protestos-contra-a-brutalidade-policial-nos-eua-01062020

Texto V

No Brasil, a naturalização do preconceito e da discriminação racial contribui muitas vezes para a invisibilidade da violência exercida sobre a população negra. Isso acontece em decorrência do mito da democracia racial em certos aspectos funcionar como véu sobre a questão racial.

https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2020/05/pesquisas-sociais-mostram-que-racismo-e-criterio-para-acesso-a-direitos/

PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija o parágrafo introdutório/projeto dissertativo, nos moldes exigidos pelo Enem, sobre o tema: "A persistência do racismo na sociedade contemporânea"Para isso, utilize uma alusão histórica como estratégia de contextualização do tema.