VOLTAR PARA OS TEMAS

[G7A] EF - VERBETE - CIBERCONDRIA

VERBETE - EF

CIBERCONDRIA

VERBETE

ID: G7A


Texto I

Cibercondria, formada pela junção de “ciber” e “hipocondria”, também chamada de hipocondria digital ou fenômeno Dr. Google, é tratada como uma patologia que surge com o advento da internet. No discurso médico, é caracterizada como uma doença psicopatológica ligada ao espaço cibernético, na qual os indivíduos, “obcecados com seu estado de saúde”, consultam, através da internet, o que os afeta. A cibercondria é vista também como a “tendência de o usuário acreditar que tem todas as doenças sobre as quais leu na internet”. O termo “cibercondria” surgiu em 2000, e refere-se à “ansiedade induzida como resultante de buscas on-line relacionadas à saúde”.

https://www.labeurb.unicamp.br/endici/index.php?r=verbete%2Fview&id=79



Texto II


Charge do Cláudio Aleixo.

Disponível em: https://twitter.com/claudioaleixo_/status/1069987906540969984?lang=el



Texto III

Perigos do DR. Google

Concluir que tem uma doença

Você faz uma busca a partir dos seus sintomas, e já se convence nos primeiros textos, que apontam um determinado problema de saúde, sem levar em conta que há sintomas parecidos para diferentes doenças.

Interpretar exames de forma errada

Você pega o resultado de um laudo de imagem ou de laboratório e, em vez de levar ao médico, vai primeiro ao Google. Exames têm termos médicos que um leigo dificilmente consegue interpretar. Ao se basear no que lê na internet, você pode ser levado ao erro.

Ficar confuso e mudar o tratamento

Enquanto se trata de um problema de saúde, você recorre ao Google para tirar uma dúvida e, por conta própria, muda a forma de tomar o remédio. O risco é grande de você comprometer todo o seu tratamento ou até piorar suas condições.

Ignorar uma doença grave

Você digita seus sintomas e surgem informações de que se trata de uma virose simples. Você passa a confiar nelas, e ignora a possibilidade de ter algo grave, o que só um médico poderia diagnosticar.

Automedicar-se

Diante de um problema de saúde que você julga simples, você busca a solução na internet. Problema resolvido. Será? Além de se autodiagnosticar, você vai tomar um remédio por conta própria, o que pode ter consequências sérias para seu organismo.

Seguir tratamento alternativo

Em vez de ir ao médico, você vai ao Google pesquisar sobre um problema. Vê várias pessoas elogiando uma receita caseira. O risco é você aderir a um tratamento sem a menor comprovação científica e deixar de começar a tomar logo o medicamento mais indicado para seu caso.

Disponível em: https://www.gazetaonline.com.br/bem_estar_e_saude/2017/07/veja-seis-riscos-na-hora-de-consultar-o-dr-google-1014084078.html, adaptado.


COMANDO: Imagine que você tenha sido convidado para escrever um VERBETE a ser publicado no site do colégio em que estuda. A finalidade do verbete é explicar o significado da palavra CIBERCONDRIA, cujo conceito ainda é pouco conhecido.

Você, então, deverá:

. definir a palavra “cibercondria”;
. citar dois exemplos para elucidar melhor o assunto e
. advertir o leitor acerca das consequências da cibercondria.



***


O que é VERBETE?
O verbete é um conjunto de definições, acepções, exemplos e outras informações acerca de determinada palavra, expressão ou assunto. O verbete é gênero que se apropria da função metalinguística da linguagem, e está presente nos dicionários, nas enciclopédias, nos glossários e, com o advento da internet, em revistas/sites virtuais.



Como fazer um VERBETE?
Excetuando-se a estrutura rígida/tradicional dos verbetes nos dicionários, nos demais espaços, a estrutura é mais flexível. O importante é que, por meio de uma construção lógica e coerente, ao final da leitura do verbete, o leitor compreenda perfeitamente o significado daquilo a que o verbete se propôs. Os exemplos daquilo que se define são importantes para o melhor entendimento do leitor. O verbete não tem marcas pessoais – é escrito na 3.ª pessoa do singular e não registra a opinião daquele que o desenvolve.