CONTO FANTÁSTICO

A PARTIR DA OBRA “O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO”,

 DE JOÃO DO RIO

ID: EJ8



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O que é CONTO FANTÁSTICO?

Você já sabe, mas não custa lembrar...

Contos são narrativas curtas. O conto escolar tem, aproximadamente, trinta linhas. É preciso pensar em: trama (história), personagens, narrador, tempo e espaço (lugar).

Atenção à estrutura tradicional do conto: apresentação, complicação, clímax e desfecho.

O que distingue um conto fantástico dos outros é a presença da magia, do surreal, ou seja, de situações e personagens que ultrapassam a realidade lógica, tais como um peixe falar, uma mulher comer uma fatia da lua, um gato eleger-se prefeito da cidade, um boneco transformar-se em um menino de verdade (Pinóquio) etc.

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PROPOSTA DE REDAÇÃO: Você deverá escrever um conto fantástico a partir do fragmento abaixo, adaptado de O homem da cabeça de papelão, de João do Rio. Explore a situação ali sugerida, num único episódio também... sobrenatural, ilógico, FANTÁSTICO!

Importante: atente-se ao fato de o autor já ter criado duas personagens (Antenor, o homem da cabeça de papelão – esse é O personagem fantástico, e o relojoeiro) e o narrador onisciente, além de conduzir os fatos no passado (“Achou graça e entrou.”). Continue assim.

Não economize criatividade! Escreva, aproximadamente, 30 linhas.

As linhas já escritas não contam, tá legal?!  



        Antenor caminhava por uma rua no centro da cidade, quando os seus olhos descobriram a tabuleta de uma “relojoaria e outros maquinismos delicados de precisão”. Achou graça e entrou. Um cavalheiro grave veio servi-lo.

        — Traz algum relógio?

        — Trago a minha cabeça.

        — Ah! Desarranjada?

        — É o que dizem.

        — Em todo o caso, há tempo?

        — Desde que nasci.

        — Talvez imprecisão na montagem das peças. Não lhe posso dizer nada sem observação de trinta dias e a desmontagem geral. As cabeças, como os relógios, para regularem bem…

        Antenor perguntou:

        — E o senhor fica com a minha cabeça?

        — Se a deixar.

        — Pois aqui a tem. Conserte-a. O problema é que eu não posso andar sem cabeça…

        — Claro. Mas, enquanto a arranjo, empresto-lhe uma de papelão.

(João do Rio, com ajustes.)

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SUPER DICAS:

* Esteja certo de que ninguém pensaria naquilo que você pensou – isso é ser original.

* Não tenha preguiça de escrever e reescrever o texto – o segundo é sempre melhor do que o primeiro; o terceiro, muito, muito melhor do que o segundo...

* Até o final de seu conto, o leitor deverá encontrar respostas para: o quê?, quem?, como?, quando?, por quê?, e então...

* Antes de entregar sua produção textual ao corretor, releia o que escreveu, faça a autocrítica e a autocorreção: confira se seu texto está fácil de ser entendido, se as frases e os parágrafos estão bem ligados), se os fatos obedecem a uma sequência cronológica e não se atropelam, se não há repetições nem sobra de palavras, se a ortografia, a pontuação, a acentuação gráfica e os plurais estão corretos.