PATRIMÔNIO HISTÓRICO

ESTILO FUVEST

(ID: EBN)

Texto I


https://2.bp.blogspot.com/-kc_X2StZ6Po/W47OOUE8KiI/AAAAAAAAOzk/nNYna0qy3CMG9Kzd0UW1qZvDrhBmMxcXwCLcBGAs/s1600/Charge%2B%252822%2529.jpg



Texto II

A tragédia do incêndio no Museu Nacional não é inédita na história do Brasil. Outros incêndios em instituições científicas já haviam causado dano ao avanço do conhecimento no país. Relembre:

 Museu da Língua Portuguesa: Em 21 de dezembro de 2015, atingiu principalmente a torre do museu, instalado no prédio da Estação da Luz. Deixou uma vítima e, além de destruir parcialmente o imóvel, consumiu todo seu acervo, em sua maioria, digital.

 Memorial da América Latina: Destruiu em 29 de novembro de 2013 os interiores do auditório Simón Bolívar, parte integrante do complexo do Memorial da América Latina, deixando 11 bombeiros feridos. Além do prédio, a principal obra atingida foi uma tapeçaria da artista Tomie Ohtake que recobria inteiramente uma de suas paredes.


O abandono de prédios tombados pela União, estado e municípios, ou de valor histórico, embora não reconhecido pelos órgãos de proteção, é um dos pontos nevrálgicos do patrimônio cultural. Essa triste realidade lidera a lista de investigações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que concluiu levantamento sobre indicadores da situação extrajudicial em 255 comarcas mineiras. Destacando que 86% das promotorias de Justiça no estado (dados de 2014) atuam na defesa do patrimônio cultural, o titular da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC/MPMG), Marcos Paulo de Souza Miranda, estima em 25% o percentual de procedimentos relacionados exclusivamente à degradação de igrejas, capelas, casarões, prédios públicos e outros monumentos.

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/03/16/interna_gerais,627904/abandono-e-o-maior-problema.shtml



Texto III

O BRASIL QUEIMOU

e não tinha água para apagar o fogo


https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html
Sobre o incêndio do Museu Nacional, Rio de Janeiro.



Texto IV

O incêndio que consumiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, não pode ser encarado como uma tragédia. Seria uma tragédia um foco de fogo que destruísse uma obra, e que fosse rapidamente debelado. A queima de uma instituição com 200 anos e de um acervo de 20 milhões de itens, que não contavam com estrutura adequada de prevenção a incêndios, não é um acidente, mas um empreendimento; é um projeto coletivo, pacientemente implementado ao longo do tempo por um Estado e uma sociedade que condenaram à inanição seu patrimônio histórico, natural, científico e cultural. O Brasil talvez acredite que uma instituição como essa diga respeito ao passado e não ao entendimento do presente e, portanto, à construção do futuro. Sua queima não é, consequentemente, apenas fruto das crises econômica e política que minguaram os repasses federais, mas, sim, parte de uma sistema que atua abertamente para que o país continue ignorante si mesmo e suas possibilidades.


https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/09/03/incendio-do-museu-nacional-nao-e-tragedia-mas-fruto-de-um-projeto-de-pais/



PROPOSTA DE REDAÇÃO:  A partir das ideias presentes nos textos de apoio e valendo-se tanto de outras informações que você julgue pertinentes quanto dos dados de sua própria observação da realidade, redija uma dissertação em prosa, na qual você exponha o seu ponto de vista sobre o tema:


“A precariedade do patrimônio histórico brasileiro

e as implicações presentes e futuras.”


Instruções:

1. A dissertação deve ser redigida de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.

2. Escreva, no mínimo, 20 linhas, com letra legível. Não ultrapasse o espaço de 30 linhas da folha de redação.

3. Dê um título à redação.


Boas atividades!