ESTILO ENEM

VACINAÇÃO

ID: E95


A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: “A questão em torno da obrigatoriedade da vacinação no Brasil.”. Apresente, ao final, uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de maneira coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


Texto I

Muitos brasileiros estão relaxando com uma medida importantíssima para a saúde dos bebês: a vacinação. A cobertura vacinal em 2017, no Brasil, foi a menor dos últimos 16 anos. (...) A meta é imunizar 95% das crianças até dois anos, mas os índices ficaram mais baixos, entre 71% e 84%. E são vacinas importantes que protegem contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, varicela, rotavírus e meningite. (...). “O Ministério da Saúde já lançou um alerta para que todos os Estados avaliem as suas coberturas vacinais, porque, se nós pararmos de atingir as metas recomendadas pelo Ministério da Saúde e deixarmos as crianças desprotegidas, essas doenças voltarão a acontecer no território nacional”, disse Carla Domingues, coordenadora de Imunizações do Ministério da Saúde.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/06/vacinacao-obrigatoria-de-bebes-em-2017-foi-menor-em-16-anos.html


Texto II

http://clicfolha.com.br/imprimir-materia/33692/charge-por-cazo


Texto III

Qual a importância da vacina?

As vacinas são essenciais para blindar o organismo contra doenças que ameaçam a saúde, em todas as idades. Doenças altamente contagiosas e bastante comuns no passado – como a Difteria, o Tétano, a Paralisia Infantil, o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola – praticamente já não existem mais no Brasil. Isso se justifica graças ao alto índice de vacinação no país, são mais de 90% das crianças já vacinadas. Mas, atualmente, esses índices estão caindo em virtude dos movimentos antivacinas.

Esses movimentos têm ganhado força devido à autonomia adquirida pela população para a prática não científica da medicina, baseada em fatos não comprovados, via redes sociais ou sites leigos. Os movimentos antivacinas vêm ocasionando a desconstrução progressiva da autoridade médica e têm contribuindo bastante para os extremos de negação das evidências científicas.

Dra. Marilene Lucinda, médica responsável pelo serviço de vacinas do Grupo Hermes Pardini ressalta que: “Nos últimos anos, temos registrado surtos de algumas doenças consideradas já controladas, como o Sarampo, a Caxumba, a Coqueluche, entre outras, e o surgimento de novas enfermidades. Por isso, é muito importante que os adultos também estejam imunizados e mantenham o cartão da vacinação completo”.

A vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenção, principalmente contra as doenças infectocontagiosas.

http://hermespardini.com.br/blog/?p=237


Texto IV

Não vacinar crianças é ilegal, afirmam advogados

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069/90 (...), e ainda outros dispositivos garantem o direito das crianças à saúde e tornam obrigatória a vacinação. Isso faz da decisão de não vacinar uma prática ilegal, e expõe uma contradição entre o direito das famílias ou individual dos pais de decidirem sobre a vida das crianças, por um lado; e a figura destas, como sujeitos de direitos, por outro. (...)

“Retrocesso é a palavra que devemos utilizar para quem nega a seu filho o direito à vacina”, argumenta, lembrando que o parágrafo 1.º do artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

https://sbim.org.br/noticias/782-nao-vacinar-criancas-e-ilegal-afirmam-advogados