GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

ARTIGO DE OPINIÃO

ID: DX8 
 
 
Texto I

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Texto II

"A gravidez na adolescência é uma realidade que a sociedade fecha os olhos, finge que não existe. [No total] 20% dos partos do SUS são de adolescentes, não é um número pequeno", analisou. "Vejo na cadeia, menina que com 14 anos teve o primeiro filho, com 16 o segundo, com 17 o terceiro [...] Você vê que toda discussão de campanhas para gravidez na adolescência não fala dos homens. Os homens engravidam as mulheres e não tem nenhuma responsabilidade", complementou. Para ele, três fatores fundamentais interferem o desenvolvimento de uma criança: infância desassistida, adolescência criada sem limites e convívio com pares violentos. 

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/02/11/drauzio-toda-vez-que-religiao-intefere-em-programas-de-saude-atrapalha.htm


Texto III

(...) quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças. O pai, assim como as famílias de ambos, também passa pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada. Diante disso cabe nos perguntar: por que isso acontece? O mundo moderno, sobretudo no decorrer do século XX e início do século XXI vem passando por inúmeras transformações nos mais diversos campos: econômico, político, social. Essa situação favoreceu o surgimento de uma geração cujos valores éticos e morais encontram-se desgastados. O excesso de informações e liberdade recebida por esses jovens os levam à banalização de assuntos como o sexo, por exemplo. Essa liberação sexual, acompanhada de certa falta de limite e responsabilidade é um dos motivos que favorecem a incidência de gravidez na adolescência. Outro fator que deve ser ressaltado é o afastamento dos membros da família e a desestruturação familiar. Seja por separação, seja pelo corre-corre do dia a dia, os pais estão cada vez mais afastados de seus filhos. Isso além de dificultar o diálogo de pais e filhos, dá ao adolescente uma liberdade sem responsabilidade. Ele passa, muitas vezes, a não ter a quem dar satisfações de sua rotina diária, vindo a procurar os pais ou responsáveis apenas quando o problema já se instalou. A desinformação e a fragilidade da educação sexual são também questões problemáticas. As escolas e os sistemas de educação estão muito mais preocupados em dar conta das matérias cobradas no vestibular, como: física, química, português, matemática, etc., do que em discutir questões de cunho social. Dessa forma, temas como sexualidade, gravidez, drogas, entre outros, ficam restritos, quase sempre, aos projetos, feiras de ciência, semanas temáticas etc.

http://www.infoescola.com/sexualidade/gravidez-na-adolescencia/

 

COMANDO: A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um Artigo de Opinião sobre o tema: “A polêmica da gravidez na adolescência.”.


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Não custa lembrar...

O Artigo de Opinião, como o próprio nome adianta, é um texto em que o autor expõe seu ponto de vista a respeito de algum tema polêmico. É um gênero textual que se apropria do tipo dissertativo. O articulista deve sustentar sua opinião através de evidências; deve, também, assinar o Artigo – entretanto, nos vestibulares, o candidato deve usar apenas as iniciais ou adotar um pseudônimo, a fim de que não seja identificado pelo examinador, o que poderia ser motivo para a anulação da prova. 

O texto é breve – aproximadamente, 25 linhas.

A linguagem é simples e objetiva.

O Artigo leva título e subtítulo/olho (fragmento do próprio texto). 

O Artigo de opinião é, obviamente, persuasivo: inserido nos grandes periódicos, é um serviço prestado ao leitor, com o objetivo de convencê-lo acerca não só da importância do tema ali enfrentado, mas também, e principalmente, da relevância do posicionamento do articulista. São comuns o apelo emotivo, as acusações, o humor satírico, a ironia – tudo baseado em informações factuais.

No Artigo de Opinião, é preciso conjugar as seguintes funções da linguagem: referencial (informação, na parte introdutória), emotiva (criticidade, no desenvolvimento) e conativa (apelo/ordem/aconselhamento ao leitor, na conclusão).