PROPOSTA DE REDAÇÃO


Texto I
Após a Segunda Guerra Mundial, havia uma grande preocupação relacionada com a falta de professores. Para incentivar a formação de novos docentes, o primeiro-ministro na época decretou que os professores ganhariam 30% a mais do que normalmente outros funcionários públicos ganhavam. (...) Para termos ideia sobre valores (...), o salário médio anual de um professor do ensino fundamental no Japão no início da carreira é de 26.031 dólares (incluindo os bônus). O valor aumenta conforme o tempo de trabalho e experiência, podendo chegar a 57.621 dólares anuais. Nesta mesma lista, os salários de professores no Brasil estão entre os mais baixos do mundo, juntamente com outros países como Argentina, China, Índia, Indonésia e Federação Russa.

http://www.japaoemfoco.com/professores-no-japao/


Texto II

Carta-resposta ao artigo da revista Veja do dia 27 de julho, escrito por Cláudio de Moura Castro

Por WemersonDamasio


O artigo de Castro, intitulado de “Professor ganha mal?”, induz o leitor, que nem sempre tem consciência do que se passa em um ambiente escolar, a imaginar que os professores reclamam de barriga cheia, que possuem regalias que a maioria da população não as tem, dentre elas o pouquíssimo tempo para a aposentadoria, assunto discutido nos últimos dias pelo nosso Presidente interino. Mas não são das regalias e muito menos da aposentadoria (que pra mim está longe e pelo andar da carruagem tem ficado mais distante) que pretendo explanar, e confesso: a mim falta conhecimento para tal. E não sou ignorante ao ponto de querer explicar algo que não domino por completo. O que almejo neste momento, não é atacar aqueles que recebem altíssimos salários sem ter que se esforçar muito, é colocar algumas questões para reflexão.
A primeira que me vem à mente é QUAL O PROBLEMA SE NOSSOS PROFESSORES GANHAM BEM? Quando tive acesso ao artigo, este foi o meu primeiro questionamento. Qual o problema? O que tem de errado nisso? Uma pesquisa recente demonstrou que os jovens não se interessam mais pela licenciatura (...). Mas, ao que tudo indica, para economistas como Cláudio (...) por que economista gosta tanto de se meter em assuntos educacionais? E de novo eu me pergunto: QUAL O PROBLEMA SE NOSSOS PROFESSORES GANHAM BEM? Afinal, são eles os pilares de sustentação da educação das nossas crianças e adolescentes (...).
“Mas quem paga a conta?” o próprio autor questiona. Eu respondo: como sempre somos nós. Nós que confiamos nossos filhos por algumas horas nas mãos daqueles que se dedicam em ensiná-los e a cuidá-los. Nós que saímos para trabalhar e confiamos que nossas crianças estarão bem acolhidas no seio escolar. Nós que ignoramos os bilhetes enviados pela escola e que não comparecemos às reuniões de pais. Nós que nos 45 dias de férias e recessos natalinos entramos em pânico porque não temos com quem deixar nossos filhos. Nós que reclamamos porque as aulas terminaram mais cedo porque faltam professores. (...)
No entanto, o que se compreende pelo artigo, quem paga a conta é somente você que não tem filhos, que não precisa, nunca precisou e jamais precisará da escola. É você que tem um talento natural para seguir sua profissão (Economia pode ser uma opção), que de maneira alguma terá que passar por uma escola e ser ensinado por alguém. (...)
Professor é aquele que (...), mesmo nos momentos de lazer, pensa em seus aprendizes, seja num passeio (...), seja em um filme (...). Professor não é alguém que faz bico ou se aproveita de todos os seus títulos para ministrar em uma faculdade. Professor é aquele que acredita fazer sua pequena contribuição para o crescimento de cada um de seus estudantes (...).E neste momento, eu me questiono (...): QUAL O PROBLEMA SE MEU PROFESSOR GANHA BEM?

https://pausadramatica.com.br/2016/07/31/carta-resposta-ao-artigo-professor-ganha-mal-publicado-na-revista-veja/


PROPOSTA DE REDAÇÃO: A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma padrão da língua portuguesa, sobre o tema:


Professor: uma profissão a um passo de ser extinta?


Apresente, ao final, uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,de maneira coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


#RUMOÀNOTAMIL